Dois funcionários do Programa Mundial de Alimentos e um agente de ONG parceira foram assassinados na região de Hiran. Operações estão suspensas durante investigação.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) condenaram veementemente na sexta-feira (23/12) o assassinato de dois funcionários e de um agente de organização parceira na Somália, um ato de violência que ilustra o risco que os trabalhadores humanitários enfrentam num dos lugares mais perigosos do mundo.
Ban pediu às autoridades somalis que garantam a segurança dos agentes humanitários e enviou condolências aos familiares, amigos e colegas das três vítimas, declarando esperar que os responsáveis sejam levados à Justiça.
Os funcionários do PMA Muhyedin Yarrow e Mohamed Salad, e Abdulahi Ali, da ONG Doyale, foram mortos na cidade de Mataban, região de Hiran, no centro da Somália, onde monitoravam a distribuição de alimentos. Um homem armado atirou nos agentes humanitários e depois se entregou, sendo levado sob custódia. As operações do PMA estão suspensas na cidade enquanto o incidente é investigado.
Yarrow tinha 54 anos e trabalhava há 13 para o PMA, tendo servido nas cidades somalis de Baidoa, Wajid e Galkayo. Salad, 28, e juntou-se às operações em Galkayo dois anos atrás.
O PMA está fornecendo comida para deslocados e crianças desnutridas em Hiran, região duramente afetada pela seca, mas não oficialmente declarada em estado de fome como outras partes da Somália.