ONU lamenta mortes de refugiados e migrantes em naufrágio na costa da Tunísia

Pelo menos 52 pessoas morreram depois que um barco com cerca de 180 refugiados e migrantes afundou na costa da Tunísia no sábado (2). A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou que está “profundamente entristecida” com o que descreveu como uma “tragédia”. Organismo expressou preocupação com o crescente número de vítimas na rota do Mediterrâneo Central — já são mais de 700 mortos desde o início do ano.

Embarcação da organização Sea Watch resgata migrantes e refugiados no Mar Mediterrâneo. Imagem de 2016. Foto: ACNUR//Hereward Holland

Embarcação da organização Sea Watch resgata migrantes e refugiados no Mar Mediterrâneo. Imagem de 2016. Foto: ACNUR//Hereward Holland

Pelo menos 52 pessoas morreram depois que um barco com cerca de 180 refugiados e migrantes afundou na costa da Tunísia no sábado (2). A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou que está “profundamente entristecida” com o que descreveu como uma “tragédia”. Organismo expressou preocupação com o crescente número de vítimas na rota do Mediterrâneo Central — já são mais de 700 mortos desde o início do ano.

De acordo com oficiais tunisianos, o barco partiu de Melita, nas Ilhas Kerkennah, na noite de sábado, em direção ao litoral da Itália. Duas horas depois, a embarcação superlotada quebrou e começou a afundar. Segundo fontes do governo, o barco estava a quase 30 quilômetros da costa de Sfax, no sul da Tunísia, quando enviou um sinal de socorro. Pescadores locais iniciaram o resgate e alertaram a Marinha e a guarda costeira.

A guarda costeira salvou 68 pessoas e encontrou 52 mortos, mas teve que suspender sua operação de busca e resgate no sábado à tarde devido ao mau tempo. Cerca de 60 pessoas estão desaparecidas no mar e são consideradas mortas. Segundo relatos, dois contrabandistas foram presos por estarem conectados ao transporte precário dos refugiados e migrantes.

O ACNUR está verificando os perfis dos sobreviventes e fornecendo orientações, além de avaliar suas necessidades de proteção internacional. Segundo a agência da ONU, o episódio se insere numa tendência migratória mais ampla — refugiados e migrantes têm se arriscado pelo Mediterrâneo a partir da zona costeira que fica ao redor de Sfax, a 270 quilômetros da capital, Túnis.

Há 851 refugiados e 109 solicitantes de refúgio registrados no ACNUR na Tunísia. O organismo se esforça para encontrar caminhos legais alternativos e soluções duradouras para essa população.

Em 2017, o ACNUR apoiou o repatriamento voluntário de cinco refugiados, o reassentamento de sete famílias, somando 21 pessoas, e a naturalização em sete outros casos. Além disso, cinco indivíduos foram colocados sob um esquema de patrocínio privado, quando iniciativas da sociedade civil mobilizam recursos para acolher e manter refugiados.