ONU lamenta naufrágio de barco com 70 pessoas a bordo na costa de Mianmar

Agência da ONU para refugiados afirma que “2013 é, sem dúvidas, um dos piores anos em termos de incidentes mortais no mar”. Até o momento, apenas oito foram encontradas.

Refúgio de pescadores durante dia e local de contrabandistas durante a noite, este canal, nos arredores de Sittwe, é considerado um ponto de partida comum para os barcos clandestinos. Foto: ACNUR/V. Tan

Refúgio de pescadores durante dia e local de contrabandistas durante a noite, este canal, nos arredores de Sittwe, é considerado um ponto de partida comum para os barcos clandestinos. Foto: ACNUR/V. Tan

A agência da ONU para refugiados lamentou nesta terça-feira (5) a recente tragédia no barco ao largo da costa ocidental de Mianmar e ressaltou a necessidade de medidas urgentes para evitar tais incidentes.

De acordo com as informações disponíveis, cerca de 70 pessoas estavam no barco quando ele naufragou na manhã de domingo (3) ao largo da costa de Sittwe, capital do estado.

Até o momento, apenas oito sobreviventes foram encontrados. O porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), Adrian Edwards, disse que “2013 é, sem dúvidas, um dos piores anos em termos de incidentes mortais no mar”.

O ACNUR estima que 140 mil pessoas continuam deslocadas em Rakhine após as ondas de violência intercomunitárias que começaram em junho de 2012. Enquanto a maioria já se mudou para abrigos temporários, o ambiente continua tenso e soluções de longo prazo para o deslocamento ainda precisam ser implementadas.

A maioria dos Rohingya não possui cidadania mianmarense e continua enfrentando severas restrições de movimento e sofrendo discriminação e a negação de direitos humanos básicos, apontou a agência.

Muitos lutam para ganhar a vida e o acesso aos serviços básicos, como saúde e educação. “O ACNUR está pronto para apoiar o governo de Mianmar e enfrentar as causas destas fugas, inclusive buscando maneiras de resolver a apatridia da população Rohingya.”

“Em paralelo, estamos apelando aos países da região para fortalecer operações de busca e resgate para evitar a perda de vidas humanas no mar”, disse ele. “Também pedimos aos governos regionais para harmonizar as condições de desembarque e acolhimento e oferecer proteção temporária para as pessoas que necessitam de proteção internacional enquanto soluções duradouras estão sendo formuladas.”