A missão da ONU no Haiti lamentou hoje (16/11) os atos de violência contra forças de segurança locais e forças de paz da ONU, durante as manifestações nas cidades de Cap-Haitien e Hinche. A Organização declarou que os protestos, que resultaram em vários feridos, foram politicamente motivados.
A missão da ONU no Haiti lamentou hoje (16/11) os atos de violência contra forças de segurança locais e forças de paz da ONU, durante as manifestações nas cidades de Cap-Haitien e Hinche. A Organização declarou que os protestos, que resultaram em vários feridos, foram politicamente motivados.
“A forma como ocorreram os fatos sugerem que estes incidentes foram politicamente motivados, objetivando criar um clima de insegurança na véspera das eleições”, declarou em um comunicado a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH http://minustah.org/). “A MINUSTAH convoca a população a permanecer alerta e não se deixar manipular por inimigos da estabilidade e da democracia no país”, acrescentou.
Entre os feridos estão seis funcionários da MINUSTAH em Hinche. Em Quartier Morin, no departamento do Norte, manifestantes armados abriram fogo contra membros das forças da paz, relatou a Missão. Um dos manifestantes foi morto após ter sido atingido por uma bala disparada por um membro da força de paz da ONU, que havia revidado em auto-defesa. Uma investigação está em andamento para determinar as circunstâncias exatas da morte.
“A MINUSTAH reitera o seu firme empenho em apoiar a Polícia Nacional do Haiti na manutenção da ordem e da segurança no país para garantir a continuação do processo eleitoral e da reconstrução do Haiti”, acrescentou o comunicado.
As eleições estão marcadas para 28 de novembro. O país caribenho ainda se recupera do terremoto de janeiro, que matou aproximadamente 200 mil pessoas e desalojou cerca de 1,3 milhão de pessoas. Além disso, um recente surto de cólera já atingiu mais de 12 mil haitianos e custou a vida de cerca de 900 pessoas.