Em Nova York, o secretário-geral da ONU se encontrou com o ministro de relações exteriores para debater o acordo de Misk, que prevê um cessar-fogo duradouro.

Famílias deslocadas e idiosos esperam em uma fila na Ucrânia para receber cupons de alimentos, que possibilita a troca por alimentos como leite, frutas, ovos e carne. Foto: PMA//Abeer Etefa
A necessidade de ajuda na Ucrânia aumentou ainda mais desde janeiro deste ano, ultrapassando as capacidades locais de atender a demanda, informou nesta terça-feira (24) o coordenador residente da ONU na Ucrânia, Neal Walker, durante o lançamento de um apelo humanitário internacional de 316 milhões de dólares. O Plano de Resposta Humanitária atenderá 3,2 milhões de pessoas mais vulneráveis, das atuais 5 milhões que precisam de socorro.
“A vida e a dignidade das pessoas em áreas de conflito correm um sério risco”, disse Walker. “Estima-se que mais de um milhão de pessoas foram deslocadas dentro do país e dois milhões continuam vivendo em áreas disputadas, das quais meio milhão está em abrigos subterrâneos com pouca ou sem nenhuma comodidade.”
Paralelamente ao pedido, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se encontrou em Nova York, nesta quarta-feira (24), com o ministro de relações exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin, para discutir a situação humanitária e de direitos humanos no leste do país. Ambos coincidiram sobre a necessidade urgente da implementação do “Pacote de Medidas para a Implementação do Acordo de Minsk”, de 12 de fevereiro, que prevê um cessar-fogo duradouro.
Sobre o envio de uma missão de paz para a região, o secretário-geral observou que as Nações Unidas recebem as orientações do Conselho de Segurança sobre esta questão e reiterou o seu apoio a resolução do conflito de uma maneira pacífica.