ONU lança apelo de mais de de 273 milhões de dólares para socorrer civis no Iêmen

Conflito no país se intensifica e vidas de 7,5 milhões de pessoas estão ameaçadas; Secretário-geral cobra cessar-fogo imediato.

Segundo relato recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), um terço dos soldados do país são crianças. Foto: UNICEF Iêmen

Segundo relato recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), um terço dos soldados do país são crianças. Foto: UNICEF Iêmen

As Nações Unidas lançaram nesta sexta-feira (17) um apelo urgente de mais de 273 milhões de dólares para ajudar os civis do Iêmen em situação crítica em meio ao conflito que se intensifica no país. O objetivo é atender as necessidades e salvar as vidas de cerca de 7,5 milhões de pessoas que se encontram cada vez mais sob ameaça.

“O devastador conflito no Iêmen ocorre no contexto de uma crise humanitária existente que já era uma das maiores e mais complexas do mundo”, disse Johannes Van Der Klaauw, do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

“Milhares de famílias têm fugido de suas casas como resultado do confronto e de ataques aéreos. Famílias comuns estão lutando para ter acesso a cuidados de saúde, água, comida e combustível – requisitos básicos para sua sobrevivência.”

Durante sua visita a Washington, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou a gravidade da situação no Iêmen, dizendo que o país está em chamas e que a crise atual multiplica os já altos níveis de sofrimento e insegurança enfrentados pela população.

De acordo com Ban, dois de cada três iemenitas dependem de ajuda humanitária e os níveis de insegurança alimentar são maiores que nas áreas mais pobres da África.

Centenas de pessoas morreram enquanto as entregas de suprimentos estavam sendo bloqueadas. E segundo relato recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), um terço dos soldados do país são crianças.

“É por isso que eu estou cobrando um cessar-fogo imediato no Iêmen por todas as partes”, disse Ban. “É hora de apoiar os caminhos para a ajuda que salva vidas – e uma passagem para a paz real. O processo diplomático apoiado pelas Nações Unidas é a melhor maneira de pôr fim a uma guerra prolongada com implicações terríveis para a estabilidade regional.”