ONU lança apelo de US$ 2 bilhões para ajudar milhões de pessoas na região do Sahel, na África

Recursos ajudarão a alimentar 10 milhões de pessoas, tratar a desnutrição aguda de 3,2 milhões de crianças e proteger outras 10 milhões de epidemias, além de facilitar que 2 milhões de meninos e meninas frequentem as aulas.

Em toda a região do Sahel, mais de 20 milhões de pessoas carecem de comida e 2,6 milhões precisam de assistência alimentar. Foto: OCHA

Em toda a região do Sahel, mais de 20 milhões de pessoas carecem de comida e 2,6 milhões precisam de assistência alimentar. Foto: OCHA

As Nações Unidas e seus parceiros lançaram no último dia 12 de fevereiro um apelo por mais de 2 bilhões de dólares para fornecer ajuda humanitária vital para milhões de pessoas em nove países na região do Sahel, na África.

“Precisamos do apoio da comunidade internacional como garantia de que não esquecemos as pessoas do Sahel”, disse a coordenadora de Ajuda de Emergência da ONU, Valerie Amos, referindo-se à faixa ao sul do deserto do Saara que corta a África de leste a oeste e que possui uma das condições ambientais mais críticas no mundo, vulnerável à mudança de clima, secas e tempestades imprevisíveis.

Cerca de 145 milhões de pessoas em Burkina Faso, Camarões, Chade, Gâmbia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria e Senegal vivem na região que é constantemente desafiada por crises crônicas de fome e desnutrição.

Mais de 20 milhões de pessoas carecem de comida e 2,6 milhões precisam de assistência alimentar neste momento para poder sobreviver. Estima-se que cerca de 6 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrerão de desnutrição aguda em 2015, só nesta região.

O apelo humanitário do Sahel pede 1,96 bilhões de dólares, como parte de uma estratégia plurianual para responder à questão regional. O coordenador humanitário regional para o Sahel, Robert Piper, explicou que essa soma ajudará a alimentar 10 milhões de pessoas, tratar a desnutrição aguda de 3,2 milhões de crianças e proteger outras 10 milhões de epidemias, além de facilitar que 2 milhões de meninos e meninas frequentem as aulas.