“É encorajador ver que o governo está tomando medidas para proteger as crianças do país”, disse a representante especial da ONU para as Crianças e os Conflitos Armados.

Alunos no Sudão do Sul cantam durante o lançamento nacional da campanha “Crianças, Não Soldados”. Foto: UNMISS
A ONU e o Governo do Sudão do Sul lançaram, nesta quarta-feira (29), a campanha “Crianças, Não Soldados” no país, visando a acabar com o recrutamento e uso de crianças por forças de segurança do governo em conflitos armados até o final de 2016.
“É encorajador ver que o governo está tomando medidas para proteger as crianças do país e a ONU continuará o apoiando”, disse a representante especial do secretário-geral da ONU para as Crianças e os Conflitos Armados, Leila Zerrougui, que liderou a campanha junto com a Missão da ONU para o Sudão do Sul (UNMISS), o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) e outros parceiros.
Em junho, o governo do Sudão do Sul renovou formalmente o seu compromisso com o plano de ação da ONU. O documento lista 18 medidas que o Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA) precisa adotar para acabar com a prática de incluir crianças em suas tropas e pôr fim às graves violações cometidas contra elas, seguindo as normas do direito humanitário e o lei internacional dos direitos humanos.
“Todos no Sudão do Sul devem saber que as crianças têm o direito de serem protegidas, especialmente em tempos de guerra”, disse Zerrougui, acrescentando que a ONU irá apoiar e ajudar na identificação, verificação e liberação de crianças associadas com o SPLA.
A campanha faz parte de uma iniciativa mais ampla e global, lançada em março deste ano, onde, atualmente, participam seis países, incluindo Afeganistão, República Democrática do Congo, Mianmar, Somália, Sudão e Iêmen.