ONU lança iniciativa contra combatentes terroristas estrangeiros

Com grupos terroristas como a Al-Qaida, a Frente Al-Nusra e o ISIL, todos recrutando estrangeiros, a ameaça representada pelo terrorismo agora circunda não apenas os países-alvo, mas também os países de origem e de trânsito dos combatentes.

Manifestação contra os ataques terroristas em Paris em janeiro de 2015. Foto: Wiki/JeSuisGodefroyTroude

Manifestação contra os ataques terroristas em Paris em janeiro de 2015. Foto: Wiki/JeSuisGodefroyTroude

O envolvimento crescente de indivíduos como combatentes terroristas estrangeiros (FTF, na sigla em inglês) em vários conflitos e atividades terroristas resulta em uma ameaça cada vez mais perigosa para a paz e segurança internacionais. Em resposta, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou, nesta quarta-feira (25), uma nova iniciativa, que segue até 2019, e ajudará os Estados-membros a fortalecer as respostas da justiça penal nos países onde ocorre este fenômeno.

Embora não seja uma novidade, a extensão do envolvimento dos FTFs em conflitos e atos de terrorismo hoje é incomparável. Com grupos terroristas como a Al-Qaida, a Frente Al-Nusra e o ISIL, todos recrutando estrangeiros, a ameaça representada pelo terrorismo agora circunda não apenas os países-alvo, mas também os países de origem e de trânsito dos combatentes.

Para entender este problema, uma conferência de três dias foi realizada em colaboração com a Diretoria Executiva do Comitê Antiterrorismo da ONU (CTED), a Assembleia Parlamentar do Mediterrâneo (APM) e o Instituto Internacional para a Justiça e o Estado de Direito em Malta (IIJ), que terminou nesta quarta-feira (25) em Valletta (Malta).

Durante o evento, o representante do UNODC falou sobre a necessidade urgente de combater o terrorismo e levar os agressores à justiça antes de seus ataques terroristas “Nosso principal objetivo é apoiar os esforços dos Estados-membros em interromper os planos e operações terroristas antes que eles sejam cometidos. Quanto mais somos confrontados com ameaças terroristas sem precedentes, mais nós temos que olhar em conjunto para respostas eficazes e estratégias de prevenção.”