ONU lança novas diretrizes para combater os altos índices de caça ilegal de elefantes na África

Segundo Escritório da ONU para Drogas e Crime (UNODC), a caça realizada por grupos de milícia e pelo crime organizado estão levando os animais à extinção.

Elefantes são abatidos por grupos de crime organizado que visam a remover seu marfim. Foto: UNESCO / Pierre Gaillard

Elefantes são abatidos por grupos de crime organizado que visam a remover seu marfim. Foto: UNESCO / Pierre Gaillard

“O abate ilegal de elefantes para a venda de seu marfim atingiu níveis criticamente altos na África, inclusive com envolvimento de grupos de crime organizado. A atividade está caminhando para a extinção dos animais em algumas partes do continente”, alertou o Escritório da ONU para Drogas e Crime (UNODC).

“O crime ambiental é um problema muito grave e crescente em todo o mundo”, disse o Consórcio Internacional de Combate ao Crime contra a Vida Selvagem (ICCWC) no lançamento da cartilha “Orientações sobre métodos e procedimentos para amostragem do marfim e análise laboratorial”, lançada para promover o combate à caça ilegal de elefantes.

Liderado pelo UNODC, as orientações foram desenvolvidas em conjunto com especialistas de todo o mundo. O documento afirma que “existem fortes evidências de um maior envolvimento de grupos de crime organizado e de milícias rebeldes, operando através de redes criminosas bem desenvolvidas”.

“Nós acreditamos que o uso das Orientações pode tornar as investigações mais oportunas, completas e eficazes, resultando em um aumento do número de processos bem-sucedidos e na redução do comércio ilegal”, disse o diretor executivo do UNODC, Yury Fedotov.

Sob a coordenação do ICCWC, a Secretaria da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), a INTERPOL, o UNODC, o Banco Mundial e a Organização Mundial das Alfândegas (WCO) estão trabalhando juntos para apoiar as agências de aplicação da lei da vida selvagem e de redes em níveis nacional, regional e global para melhorar o combate aos crimes selvagens e florestais.