ONU lança orientações para o desenvolvimento de sistemas de alerta sobre ondas de calor

‘Elas não têm a violência espetacular e repentina de outros riscos, tais como ciclones tropicais ou inundações, mas as consequências podem ser graves’.

Ecossistemas de terras secas degradadas colocam em risco o bem-estar social e econômico de milhões de pessoas. Foto: Binh Thuan, Thien Anh Huynh / Vietnam / UNEP

Ecossistemas de terras secas degradadas colocam em risco o bem-estar social e econômico de milhões de pessoas. Foto: Binh Thuan, Thien Anh Huynh / Vietnam / UNEP

Duas agências das Nações Unidas lançaram uma série de novas orientações destinadas a enfrentar os riscos para a saúde causado pelo aumento do número e da intensidade das ondas de calor relacionados às mudanças climáticas afetando o planeta. O anúncio acontece após alertas de altas temperaturas na Europa e a intensificação do calor que levou centenas de pessoas à morte na Índia e no Paquistão no mês passado.

O conjunto de diretrizes “Ondas de calor e saúde: orientações sobre o desenvolvimento de sistemas de alerta”, produzido de forma conjunta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM), tem o objetivo de alertar os tomadores de decisão, os serviços de saúde e o público em geral de desenvolver um sistema de alertas preventivos de ondas de calor. Espera-se que isso possa desencadear uma ação na redução dos efeitos do calor extremo sobre a saúde.

“As ondas de calor são um perigoso risco natural, e que requer maior atenção”, disseram Maxx Dilley, diretor da OMM, e Maria Neira, representante da OMS, em seu prefácio à publicação. “Não possuem a violência espetacular e repentina de outros riscos, tais como ciclones tropicais ou inundações, mas as consequências podem ser graves”.

Segundo eles, a preocupação crescente com as mudanças climáticas trouxeram para o debate três importantes aspectos: adaptação, redução de riscos de desastres e a necessidade de informações e serviços sobre o clima para apoiar esses esforços. Sistemas preventivos de calor, associados à saúde, reúnem essas três facetas e “exemplificam uma demonstração efetiva da gestão do risco do clima na prática”, concluíram.