“Para garantir que todos tenham acesso a serviços essenciais a preços acessíveis, os países devem ter sistemas fortes de cuidados primários de saúde – é assim que vamos chegar às pessoas mais pobres e vulneráveis com o cuidado que precisam, da maneira mais equitativa”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

Criança em Níger é examinada por médico para saber se está desnutrida. Foto: PMA/Chris Terry, apoiado pela UE
Devido a urgente necessidade de transformar a forma como os cuidados de saúde essenciais funcionam em países de renda baixa e média, a Fundação Bill & Melinda Gates, o Grupo do Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram uma nova parceria para apoiar os países a melhorar seu desempenho nesta área.
Os cuidados primários de saúde são o pilar dos sistemas de saúde e fundamentais para a prevenção de epidemias como a do ebola. Também são fundamentais para melhorar a saúde das mulheres e das crianças, controlar as principais doenças infecciosas e administrar o fardo crescente das doenças não transmissíveis.
“Para garantir que todos tenham acesso a serviços essenciais a preços acessíveis, os países devem ter sistemas fortes de cuidados primários de saúde – é assim que vamos chegar às pessoas mais pobres e vulneráveis com o cuidado que precisam, da maneira mais equitativa”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.
Ele também afirmou que, pela primeira vez, o mundo estabeleceu um objetivo com metas específicas para a cobertura de saúde universal até 2030, referindo-se ao Objetivo de Desenvolvimento 3 (ODS 3) que diz que os países devem “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”.
A nova parceria, a Iniciativa de Atenção a Desempenho da Saúde Primária (PHCPI, na sigla em inglês), foi anunciada neste sábado (26), em Nova York, em evento paralelo da Cúpula da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, em um evento co-organizado com os governos da Alemanha, Gana e Noruega.