“Kwibuka 20” homenageia as 800 mil pessoas assassinadas em 1994, saudando e se inspirando na habilidade do povo ruandês para a união e reconciliação.

Foto: Kwibuka 20
O secretário-geral das Nações Unidas saudou o lançamento do “Kwibuka 20”, uma série de eventos em memória dos 20 anos do genocídio de Ruanda e pediu que a comunidade internacional faça mais para internalizar e aplicar as lições aprendidas após o assassinato de 800 mil pessoas em 1994.
“Temos que falar vigorosamente sempre que comunidades forem ameaçadas por atrocidades em massa ou seus líderes”, afirmou Ban Ki-moon, na quinta-feira (27), em antecipação ao Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 em Ruanda, celebrado em 7 de abril.
O “Kwibuka 20” tem como tema “Lembrar, Unir, Renovar”, para saudar e inspirar a habilidade do povo de Ruanda para a união e reconciliação.
Parte da população tútsi foi morta por milícias e forças do governo, majoritariamente hutu, durante um período de cem dias, apesar da existência da Convenção para a prevenção e a repressão do crime de genocídio de 1948. Chamando a falta de reposta de “fracasso épico”, Ban observou que a comunidade internacional aprendeu, desde então, lições importantes.
“Sabemos mais intensamente do que nunca que genocídio não é um evento único, mas um processo que evolui ao longo do tempo e requer planejamento e recursos para ser realizado”, afirmou o chefe da ONU. “Por mais assustador que isso pareça, também significa que com informação, mobilização, coragem e políticas adequadas, o genocídio pode ser evitado.”
Entre as ações da ONU para a prevenção de genocídios está um plano de ação lançado em dezembro de 2013, incluindo treinamento para funcionários da ONU para a promoção do respeito pelos direitos humanos no mundo e o fornecimento de informações necessárias aos Estados-membros para responder às violações dos direitos humanos.