As Nações Unidas lançaram nesta quinta-feira (1º) o terceiro vídeo da campanha contra a xenofobia implementada pela ONU em Roraima. A produção audiovisual aborda os desafios da maternidade em situações de migração e refúgio.
De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do estado (UFRR) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 42% das venezuelanas que migraram para o Brasil vieram sozinhas com seus filhos e são responsáveis financeiras pelo lar.
As Nações Unidas lançaram nesta quinta-feira (1º) o terceiro vídeo da campanha contra a xenofobia implementada pela ONU em Roraima. A produção audiovisual “Elas Somos Nós” aborda os desafios da maternidade em situações de migração e refúgio. De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do estado (UFRR) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 42% das venezuelanas que migraram para o Brasil vieram sozinhas com seus filhos e são responsáveis financeiras pelo lar.
A campanha no estado do Norte do país é realizada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pela Rede Acolher da UFRR, com o apoio do ACNUR, do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
O número de mulheres migrantes tem crescido. A OIM estima que, entre as mais de 1 bilhão de pessoas que se deslocam no mundo, a metade sejam mulheres. Este dado inclui não somente migrações entre diferentes países, mas deslocamentos internos, no caso de pessoas que mudam de cidade dentro da mesma nação.
Na primeira parte da campanha, ações buscavam aproximar a população brasileira dos migrantes a partir da empatia, propondo aos espectadores que se colocassem no lugar do outro com a pergunta “E se Fosse Você?”. Num segundo momento, foram mostradas histórias de três mulheres que falam sobre suas aspirações para o futuro no vídeo “Eu sou, eu sonho”.
A terceira ação traz a história de mulheres migrantes e propõe: “Elas somos nós”. Mulheres, independentemente da nacionalidade, passam pelos mesmos desafios quando são levadas a sair de suas cidades.
“Quando comparamos as histórias de vida de uma brasileira do Sul que se mudou para o Norte do Brasil com a venezuelana que saiu do seu país com dois filhos pequenos, vemos que, apesar das diferenças, tem algo muito forte que as une: a busca por uma condição de vida melhor para sua família”, explica a oficial de programa do Fundo de População da ONU, Ana Cláudia Pereira.
Todos os três vídeos que fazem parte da campanha podem ser vistos nas redes sociais das agências.