Verba vai ser liberada para organizações parceiras que atuam na Nigéria, no Níger, em Camarões e no Chade, garantindo assistência médica, alimentação, abrigo e água potável para 1,7 milhão de pessoas.

: Sobreviventes de ataque do Boko Haram à cidade de Baga, na Nigéria, fogem para lugares mais seguros, no Chade. Foto: ACNUR / Olivier Laban-Mattei
O chefe humanitário da ONU, Stephen O’Brien, anunciou nesta segunda-feira (11) que vai liberar 31 milhões de dólares para operações de assistência em quatro países da Bacia do Lago Chade, onde a violência do grupo Boko Haram já provocou o deslocamento de 2,7 milhões de pessoas. Desse contingente, 1,5 milhão são crianças. A verba será disponibilizada pelo Fundo Central de Resposta de Emergência das Nações Unidas (CERF), fortalecendo a atuação de organizações parceiras no Níger, na Nigéria, em Camarões e no Chade.
Nessas quatro nações, o montante permitirá oferecer assistência médica, água potável, saneamento e abrigos temporários para 1,7 milhões de pessoas em extrema necessidade na região, vivendo em campos de refugiados ou em comunidades anfitriãs. A verba também vai garantir a oferta de refeições e de alimentação suplementar, uma vez que a violência tem tido um impacto negativo nas atividades de subsistência locais, provocando fome severa. Segundo o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os povos da Bacia do Lago Chade enfrentam insegurança alimentar crônica.
“Muitas pessoas perderam tudo. Centenas de milhares de mulheres e crianças continuam a suportar o fardo do Boko Haram”, afirmou O’Brien. Segundo o dirigente, a verba recém-aprovada vai garantir as necessidades vitais mais básicas das populações da Bacia. Cerca de 10 milhões serão liberados para Nigéria, enquanto as outras três nações beneficiadas receberão, aproximadamente, 7 milhões.
O financiamento do CERF ainda permitirá levar apoio e proteção para mulheres e meninas que foram submetidas a abusos físicos e psicológicos, a trabalho e casamento forçados e à escravidão sexual pelos terroristas do Boko Haram. O OCHA prevê que agências humanitárias utilizarão os fundos para fortalecer a prevenção e as respostas à violência sexual e de gênero nos quatro países.