Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou ataques terroristas às embaixadas da Coreia do Sul e do Marrocos na capital líbia.
Lideranças políticas e ativistas líbios concluem segunda rodada de conversas pela paz no país
Conselho de Segurança da ONU condenou ataques terroristas às embaixadas da Coreia do Sul e do Marrocos, na capital da Líbia.
Um segundo encontro entre lideranças políticas e ativistas líbios, facilitado pela Missão de Apoio da ONU na Líbia (UNSMIL), concluiu suas deliberações nesta terça-feira (14), em Argel, na Argélia, reiterando o compromisso com o diálogo político como a única opção para resolver a crise do país.
O chefe da UNSMIL, Bernardino León, observou que a participação de novas personalidades de todo o espectro político e social só enriqueceu o debate em curso. Segundo ele, os participantes reafirmaram seu apelo às partes para que suspendam imediatamente as hostilidades armadas e criem um ambiente propício para o diálogo.
Expressando amplo apoio ao marco global traçado no projeto de acordo sobre a transição política na Líbia, os participantes apresentaram uma série de ideias construtivas e positivas para reforçar o projeto de acordo, segundo a UNSMIL.
Eles enfatizaram a necessidade de acelerar o acordo sobre a formação do governo, além de um cessar-fogo e a dissolução de todos os grupos armados de acordo com um plano nacional sobre o desarmamento, desmobilização e reintegração em instituições civis e de segurança. E ressaltaram a importância de mecanismos adequados para envolver todos os segmentos e componentes do povo líbio como parceiros iguais nos esforços para reconstruir a nova Líbia.
Os participantes também expressaram sua grave preocupação em relação à escalada de ataques terroristas que ameaçam a segurança nacional e reforçaram a necessidade de esforços para combater qualquer forma de manifestação terrorista.
Nos dias 12 e 13 de abril ataques terroristas às embaixadas de Coreia do Sul e do Marrocos deixaram pelo menos dois mortos, em Trípoli, capital do país. O Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques em comunicado à imprensa.
O Conselho expressou suas profundas condolências às famílias das vítimas e destacou a necessidade de levar os autores desses atos perante a justiça. E também relembrou “a inviolabilidade das instalações diplomáticas e consulares” sob o direito internacional, e reforçou que o governo tome as medidas necessárias para proteger tais instituições.
