O coordenador humanitário da ONU no Iêmen manifestou forte preocupação com uma série de ataques aéreos que ocorreram no sábado (10) contra um poço na aldeia de Beit Saadan, distrito de Arhab, norte de Sanaa. Pelo menos 30 pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas, incluindo socorristas e duas crianças.

Escola destruída após bombardeio em abril em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF
O coordenador humanitário da ONU no Iêmen, Jamie McGoldrick, manifestou na última terça-feira (13) forte preocupação com uma série de ataques aéreos no sábado (10) contra um poço na aldeia de Beit Saadan, distrito de Arhab, norte de Sanaa. Pelo menos 30 pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas, incluindo socorristas e duas crianças.
Segundo a imprensa internacional, os ataques foram promovidos por coalizão liderada pela Arábia Saudita. “Continuo profundamente perturbado com os ataques implacáveis contra civis e infraestruturas em todo o Iêmen, realizados por todas as partes no conflito”, disse McGoldrick, em comunicado divulgado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
“A violência está destruindo ainda mais o tecido social do país e contribuindo para crescentes necessidades humanitárias, incluindo cuidados médicos, em um momento em que o setor de saúde está em colapso”, continuou.
McGoldrick destacou ainda que os ataques aéreos foram intensificados há algumas semanas no país, assim como os confrontos em terra. Há relatos de mísseis lançados do Iêmen para a Arábia Saudita.
“Peço que todas as partes envolvidas no conflito cumpram as suas obrigações no âmbito da lei de direitos humanos internacional e retomem a cessação das hostilidades, que foi acordada em 10 de abril, bem como apoiem as iniciativas do enviado especial da ONU para o Iêmen. Só assim será possível evitar mais perdas de vidas e ajudar a posicionar o país em um caminho em direção à paz”, sublinhou McGoldrick.
De acordo com o OCHA, o conflito no Iêmen já afetou gravemente a população iemenita. A violência no país deslocou cerca de 2,8 milhões de civis e 13,6 milhões de pessoas estão recebendo assistência humanitária devido aos sofrimentos gerados pela guerra.
Aproximadamente 100 parceiros humanitários são responsáveis pela resposta humanitária por 22 províncias do país.