ONU manifesta preocupação com detenção administrativa de 527 palestinos em prisões de Israel

Representante das Nações Unidas também afirma estar “alarmado” com o caso de Mohammed Al-Qiq, que está há 70 dias em greve de fome como protesto pelos maus tratos e sua prisão arbitrária.

Prisioneiros palestinos estão sendo detidos em prisões israelenses como essa. Foto: IRIN

Prisioneiros palestinos estão sendo detidos em prisões israelenses como essa. Foto: IRIN

Representante das Nações Unidas também afirma estar “alarmado” com o caso de Mohammed Al-Qiq, que está há 70 dias em greve de fome como protesto pelos maus tratos e sua prisão arbitrária.

O coordenador de Assistência Humanitária e Atividades de Desenvolvimento no Território Palestino Ocupado, Robert Piper, expressou nesta terça-feira (2) preocupação a respeito da prisão de mais de 500 palestinos em prisões israelenses e centros de detenção.

Segundo informações do Serviço de Prisão de Israel, 527 palestinos, incluindo uma mulher e cinco menores de idade, foram presos no final de novembro de 2015, em situação de detenção administrativa – isto é, prisão sem data para julgamento.

“Em particular, estou alarmado com a rápida deterioração da saúde do detento administrativo palestino, Mohammed Al-Qiq, que está em greve de fome em protesto contra a natureza arbitrária de sua detenção e maus tratos”, declarou Piper.

Al-Qiq já passou 70 dias em greve de fome e está em estado grave de saúde. Seus médicos avisaram que há possibilidade de danos irreversíveis.

Piper destacou a posição das Nações Unidas de que todos os detentos administrativos, palestinos ou israelenses, sejam julgados ou postos em liberdade imediatamente. “Todas as alegações de maus tratos devem também ser investigadas de forma independente e imediata”, concluiu.