ONU manifesta preocupação com deterioração da situação humanitária na Líbia

O coordenador humanitário das Nações Unidas na Líbia, Ghassan Khalil, informou na terça-feira (22) que a ONU está extremamente preocupada com a contínua deterioração humanitária no distrito de Ganfouda, na cidade de Benghazi. A situação na região piorou após a escalada das hostilidades que ocorreram na semana passada.

Vista do centro de Benghazi, na Líbia. Foto: UNSMIL/Iason Athanasiadis

Vista do centro de Benghazi, na Líbia. Foto: UNSMIL/Iason Athanasiadis

O coordenador humanitário das Nações Unidas na Líbia, Ghassan Khalil, informou na terça-feira (22) que a ONU está extremamente preocupada com a contínua deterioração humanitária no distrito de Ganfouda, na cidade de Benghazi. A situação na região piorou após a escalada das hostilidades na semana passada.

“Estou muito alarmado com o sério impacto à população civil que os intensos combates em Ganfouda estão causando”, disse Ghassan Khalil, em comunicado à imprensa.

Ele observou que muitas pessoas que ainda permanecem na região têm pouco ou nenhum acesso a água potável ou comida, e afirmou que os suprimentos médicos e bens essenciais estão se esgotando.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), organizações de ajuda não conseguem acessar a região de Ganfouda há meses. A situação está deixando civis em extrema necessidade de proteção e assistência humanitária.

A equipe humanitária no país informou que está pronta para ajudar e está aguardando somente a liberação de acesso das partes envolvidas. Khalil pediu aos envolvidos que tomassem todas as precauções possíveis para poupar os civis e as infraestruturas dos ataques.

“Os doentes e feridos devem ser autorizados a receber assistência médica e proteção especial, e os civis e os combatentes capturados devem ser tratados com humanidade, independentemente de sua origem ou posição política”, afirmou o coordenador.

“As mulheres e as crianças também devem receber proteção e assistência especiais. Os civis que queiram sair devem ser autorizados a partir com segurança, dignidade e sem demora”, acrescentou.