ONU manifesta preocupação com deterioração dos direitos humanos em Gaza

Além dos cortes energia que afetam os serviços de saúde, água e saneamento, a falta de transparência sobre o uso de recursos e a repressão à liberdade de expressão acentuam a deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza. Para o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Israel, o Estado da Palestina e as autoridades de Gaza não estão cumprindo suas obrigações de proteger os direitos humanos.

Linhas de transmissão de energia na Faixa de Gaza. Foto: Banco Mundial/Natalia Cieslik (arquivo)

Linhas de transmissão de energia na Faixa de Gaza. Foto: Banco Mundial/Natalia Cieslik (arquivo)

Além dos cortes energia que afetam os serviços de saúde, água e saneamento, a falta de transparência sobre o uso de recursos e a repressão à liberdade de expressão acentuam a deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza. Para o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Israel, o Estado da Palestina e as autoridades de Gaza não estão cumprindo suas obrigações de proteger os direitos humanos.

“No auge do verão, com temperaturas elevadas, o fornecimento de energia não passa de seis horas por dia desde a última crise em abril e, geralmente, tem durado menos de quatro horas”, disse a porta-voz do ACNUDH, Ravina Shamdasani, em coletiva de imprensa em Genebra na última sexta (11).

“Isso tem um grande impacto na prestação de serviços de saúde, água e saneamento básico”, acrescentou, observando que os cortes de energia ameaçam a vida e o bem-estar de grupos em situação de vulnerabilidade, particularmente aqueles que necessitam de cuidados médicos urgentes.

A falta de transparência no uso dos recursos, bem como a repressão à liberdade de expressão e associação por pare das autoridades, geraram preocupações sobre a proteção de direitos fundamentais da população no enclave palestino, ressaltou Shamdasani.

“Israel, o Estado da Palestina e as autoridade em Gaza não estão cumprindo suas obrigações para promover e proteger os direitos dos residentes de Gaza”, concluiu a porta-voz, pedindo que todas as partes ajam em defesa de seus direitos humanos.