O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com os efeitos “potencialmente desestabilizadores” do referendo desta segunda-feira (25) na região do Curdistão no Iraque.
“O secretário-geral respeita a soberania, a integridade territorial e a unidade do Iraque, e considera que todas as questões pendentes entre o governo federal e o governo regional do Curdistão devem ser resolvidas por meio de um diálogo estruturado e de um compromisso construtivo”, disse o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, em comunicado.

Mulher iraquiana de Mossul carrega filho no campo de Garmava, localizado perto de uma rodovia entre Mossul e Duhok, no Curdistão iraquiano. Foto: ACNUR/S. Baldwin
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com os efeitos “potencialmente desestabilizadores” do referendo desta segunda-feira (25) na região do Curdistão, no Iraque.
“O secretário-geral respeita a soberania, a integridade territorial e a unidade do Iraque, e considera que todas as questões pendentes entre o governo federal e o governo regional do Curdistão devem ser resolvidas por meio de um diálogo estruturado e de um compromisso construtivo”, disse o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, em comunicado.
“O secretário-geral espera que as atividades das Nações Unidas no Iraque, incluindo na região do Curdistão, sejam autorizadas a continuar sem obstáculos.”
Na semana passada, tanto Guterres como o Conselho de Segurança manifestaram preocupação com o fato de o referendo estar marcado para ocorrer em meio a operações de combate ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh) — nas quais as forças curdas tiveram papel crucial.
O referendo também pode prejudicar os esforços para garantir o retorno seguro e voluntário de mais de 3 milhões de refugiados e pessoas internamente deslocadas, observaram.