Um alto funcionário das Nações Unidas expressou no sábado (20) forte preocupação com o estado de saúde de um preso palestino em greve de fome havia mais de 65 dias em protesto contra o sistema de prisão administrativa de Israel.

Foto: ONU/Andrew Bardwell
Um alto funcionário das Nações Unidas expressou no sábado (20) forte preocupação com o estado de saúde de um preso palestino em greve de fome havia mais de 65 dias em protesto contra o sistema de prisão administrativa de Israel.
Bilal Kayed foi submetido à prisão administrativa no dia em que deveria ter sido libertado, após completar sua pena de 14 anos.
“Estou profundamente preocupado com a deterioração da saúde de Bilal Kayed. Este é um caso escandaloso”, disse o coordenador humanitário das Nações Unidas no território palestino ocupado, Robert Piper, em comunicado sobre a prática continuada da detenção administrativa em Israel.
De acordo com o comunicado, outros seis detidos, incluindo o jornalista Omar Nazzal, também estão em greve de fome em protesto contra o encarceramento administrativo e contra o confinamento solitário prolongado, e mais de 100 palestinos em prisões em todo o país se comprometeram a fazer o mesmo em solidariedade.
“O número de presos em detenções administrativas é o maior em oito anos”, disse Piper, reiterando a posição de longa data da ONU de que todos os presos administrativos — palestinos ou israelenses — devem ser liberados rapidamente.