A porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, manifestou no fim de outubro (28) forte preocupação com as prisões de Gultan Kisanak e Firat Anli, coprefeitos da cidade de Diarbaquir, no sudeste da Turquia. Ambos foram detidos por suspeitas de ligação com o terrorismo.

Protesto em 2013 na Turquia. Foto: Michael Fleshman/Flickr/CC
A porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, manifestou no fim de outubro (28) forte preocupação com as prisões de Gultan Kisanak e Firat Anli, coprefeitos da cidade de Diarbaquir, no sudeste da Turquia. Ambos foram detidos por suspeitas de ligação com o terrorismo.
Os dois políticos são os mais novos presos de uma série de detenções que afetaram representantes democraticamente eleitos ao longo dos últimos meses no país. Dezenas de políticos foram afastados de cargos públicos e vários levados à prisão.
Shamdasani também manifestou preocupação com outros grupos profissionais, incluindo funcionários públicos, que foram afetados pelas medidas tomadas no âmbito do estado de emergência.
“Lembramos às autoridades turcas que, mesmo durante o estado de emergência, os princípios da legalidade, da proporcionalidade e as garantias do devido processo legal e da presunção de inocência — requisitos fundamentais para um julgamento justo — devem ser respeitados”, destacou Shamdasani.
Ela pediu ao governo do país que garanta o pleno respeito aos direitos humanos e a máxima transparência na administração da Justiça.
Na ausência de acesso à Turquia, o escritório de direitos humanos das Nações Unidas disse que continuará observando a situação remotamente e fornecendo atualizações sobre o caso.
A Turquia está em estado de emergência desde uma tentativa fracassada de golpe de Estado em julho deste ano. Desde então, o país tem promovido prisões e investigações em massa de pessoas supostamente envolvidas na tentativa de derrubada do governo de Recep Tayyip Erdogan.