ONU marca 10º aniversário de acordo de paz da Libéria

Representante especial das Nações Unidas no país, Karin Landgren pede envolvimento da população na vida política para evitar volta dos “dias sombrios”.

Representante especial da ONU para a Libéria, Karin Landgren. Foto: UNMIL/Staton Winter

A representante especial da ONU para a Libéria, Karin Landgren, parabenizou o povo e o Governo em mais de uma década de paz sustentável e pediu a todos que participem na vida pública do país para evitar a volta dos “dias sombrios”.

Ao reconhecer o compromisso inabalável da população e do Governo com a consolidação da paz e promoção do desenvolvimento, Landgren, que também é chefe da Missão da ONU na Libéria (UNMIL), pediu que especialmente os jovens se envolvam mais na vida política do país.

Nos próximos meses os liberianos terão uma oportunidade importante de participar de reuniões comunitárias sobre a revisão da Constituição para fortalecer as bases de um sistema político mais justo e democrático.

Para marcar o 10º aniversário, milhares de liberianos têm exibido a bandeira nacional nos últimos dias e participado de celebrações culturais em todo o país.

A segunda guerra civil da Libéria – entre as Forças Armadas e os grupos rebeldes Movimento para a Democracia na Libéria e Liberianos Unidos para a Reconciliação – durou 14 anos, deixou cerca de 150 mil mortos e aproximadamente 750 mil deslocados. O conflito só terminou com a assinatura do Acordo Geral de Paz em 18 de agosto de 2003, em Gana. O acordo, entre outras exigências, pedia o estabelecimento de um Governo de Transição Nacional e a implementação do programa de desarmamento, desmobilização, reabilitação e reintegração para ex-combatentes.

O Conselho de Segurança da ONU criou a UNMIL naquele ano para reforçar o acordo, ajudando a restabelecer o Estado de Direito, processos democráticos e facilitando a assistência humanitária. Em outubro deste ano, a transição de segurança – na qual o Governo vai substituir progressivamente as responsabilidades da UNMIL – marca uma nova etapa para o país.

“As armas nas mãos de jovens foram substituídas por canetas e livros escolares”, disse Landgren. “Os refugiados voltaram para casa com esperança para o futuro e as escolas estão abrindo suas portas em todo o país para educar as futuras gerações de líderes.”