Segundo relatos confirmados pela Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI), cerca de 200 mil pessoas foram deslocadas, a maioria da comunidade religiosa Yazidi.

O acampamento Baharka, no norte do Iraque, é o lar de milhares de pessoas deslocadas. Foto: Emma Beals/IRIN
A Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI) confirmou, neste domingo (03), relatos de que os militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e grupos armados aliados tomaram o controle de Sinjar e Tal Afar, na província de Ninewa, causando o deslocamento de cerca de 200 mil pessoas, a maioria membro da comunidade religiosa Yazidi. Além disso, também assumiram o controle dos campos de petróleo de Ain Zala e Batma, próximos da fronteira do Curdistão, no norte do Iraque.
“A tragédia humanitária está se desdobrando em Sinjar”, declarou o representante especial do secretário-geral no Iraque e chefe da UNAMI, Nickolay Mladenov, acrescentando que o governo do Iraque e o governo regional do Curdistão devem urgentemente restaurar a sua cooperação de segurança para lidar com a crise.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também expressou grande preocupação com a segurança dos civis e reiterou que qualquer ataque sistemático contra a população civil ou comunidades por causa de sua origem étnica, crenças religiosas ou fé pode constituir um crime contra a humanidade, e os autores devem ser responsabilizados.
A UNAMI advertiu que a situação humanitária dos civis deslocados é terrível e todos estão precisando urgentemente de itens básicos como alimentos, água e medicamentos. Mladenov também pediu à sociedade civil e aos parceiros internacionais para trabalharem juntos com a ONU para garantir a entrega de ajuda humanitária e salvar vidas.
Na manhã deste domingo (03), o vice-representante especial do secretário-geral para o Iraque, Gyorgy Busztin, se encontrou com o presidente iraquiano, Fuad Ma’soum, e juntos compartilharam grande preocupação com a situação das minorias impactadas pela ocupação do ISIL nas áreas afetadas, particularmente com o destino da comunidade religiosa Yazidi.