Inicialmente previsto para 27 de dezembro, o segundo turno da eleição para presidente, que deveria ter acontecido neste domingo (24), foi adiado novamente. Ban Ki-moon pediu consenso entre os dois candidatos à presidência e fim da incitação à violência.

O segundo turno das eleições para presidente foram adiadas novamente, primeiro de dezembro para janeiro e agora sem data prevista. Foto: ONU/MINUSTAH/Igor Rugwiza
Mostrando sua preocupação com o adiamento das eleições presidenciais no Haiti, previstas para este domingo (24), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todos os atores políticos para abster-se de atos violentos e solicitou que o processo eleitoral retome o seu curso imediatamente. Inicialmente previstas para 27 de dezembro, o pleito foi novamente adiado nesta sexta-feira (22) devido ao aumento dos protestos violentos e recusa da oposição de participar no segundo turno. Ainda não há data prevista para sua realização.
O chefe das Nações Unidas rejeitou todas as formas de violência e intimidação e instou as partes em disputa a dar continuidade ao processo democrático e estabilidade na nação caribenha. Além da escolha de um novo presidente, o pleito permitirá eleger membros que conformarão o novo parlamento.
Segundo a Constituição haitiana, a transferência do poder deveria ocorrer no dia 7 de fevereiro. O ato marcará a segunda vez que o comando do país passará a um novo presidente de forma democrática. No entanto, desde o primeiro turno das eleições, em outubro, as tensões vêm aumentando no país entre os dois principais candidatos, Jovenel Moise, do partido do governo, e Jude Celestin, do partido da oposição e ex-membro do governo antecessor, liderado por René Preval.
Ban Ki-moon reafirmou o compromisso da ONU com o processo eleitoral e estabilização do país. Desde 2004, as Nações Unidas mantém uma missão no país, conhecida como MINUSTAH. Hoje há 4.500 tropas e policiais internacionais presentes no Haiti.