ONU Mulheres divulga lista de novas integrantes de grupo assessor da sociedade civil

Após receber 150 candidaturas, a ONU Mulheres no Brasil anunciou na quinta-feira (25) as novas integrantes do Grupo Assessor da Sociedade Civil, instância que viabiliza a participação da população brasileira nas discussões da agência das Nações Unidas. As novas participantes darão apoio à representação nacional do organismo de forma voluntária, no período de julho de 2017 a junho de 2019.

O grupo selecionado representa os movimentos de negras, indígenas, trabalhadoras sexuais, atletas, bem como as articulações de mulheres envolvidas na geração de renda, em redes de economia solidária e em iniciativas de prevenção e eliminação da violência de gênero.

Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, em Brasília. Foto: EBC/Marcello Casal Jr.

Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, em Brasília. Foto: EBC/Marcello Casal Jr.

Após receber 150 candidaturas, a ONU Mulheres no Brasil anunciou na quinta-feira (25) as novas integrantes do Grupo Assessor da Sociedade Civil, instância que viabiliza a participação da população brasileira nas discussões da agência das Nações Unidas. As novas participantes darão apoio à representação nacional do organismo de forma voluntária, no período de julho de 2017 a junho de 2019.

O grupo selecionado representa os movimentos de negras, indígenas, trabalhadoras sexuais, atletas, bem como as articulações de mulheres envolvidas na geração de renda, em redes de economia solidária e em iniciativas de prevenção e eliminação da violência de gênero. Conheça o perfil das sete novas integrantes abaixo:

Daiany Mayara de França Saldanha
Certificada em Project Management in Development (PMD Pro). Especialista em Gestão e Negócios no Esporte da ENAF/SP. Licenciada Plena em Educação Física da UEC (2010). Fundadora e atual presidenta do Instituto Esporte Mais – IEMais (www.esportemais.org), organização da sociedade civil e negócio social gerido por mulheres jovens, em Fortaleza, no Ceará. Participa profissionalmente de iniciativas em defesa dos direitos humanos das mulheres e pela igualdade de gênero e empoderamento das mulheres desde 2012, tendo experiências na Liga Cearense de Futebol Feminino, na Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), na Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres de Fortaleza, na Rede Esporte pela Mudança Social (REMS) e no Instituto Esporte Mais. Possui competências nas áreas de projetos sociais, gestão organizacional e esporte para o desenvolvimento humano.

Helena Gomes Bonumá

Especialista em Gestão Estratégica Pública pela UNICAMP e pela FPA. Graduada em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenadora do Projeto Nacional de Fomento à Redes de Cooperação Solidária para Mulheres. Integrante do Conselho Gestor Nacional da  Rede de Economia Solidária e Feminista (RESF). Tem experiência com o movimento de mulheres, participando em iniciativas de trabalhadoras rurais, de mulheres de diversas categorias profissionais urbanas junto ao movimento sindical e de mulheres em situação de vulnerabilidade e pobreza no meio urbano. Coordenadora da Guayí – Democracia, Participação e Solidariedade.

Larissa Coutinho Jeremias
Bacharelanda em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). Filiada ao Coletivo Mangueira e ao Coletivo Feminista Vira-Latas. Acompanha e desenvolve atividades de combate à violência e discriminação, promovendo o empoderamento e a autonomia econômica e social em comunidade ciganas. Participa da Patrulha Maria da Penha e do Projeto Cartas: movimento mulher da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Volta Redonda.

Michele Seixas
Graduada em Serviço Social pela Universidade Veiga de Almeida (UVA). Membro da Comissão de Gênero, Etnia e Diversidade Sexual (GEDS) do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS RJ). Conselheira Estadual LGBT/RJ pela GEDS/CRESS. Filiada à Articulação Brasileira de Lésbicas/ABL e secretária-executiva nacional. Membro do Grupo de Mulheres Felipa de Sousa/GMFS. Membro do Centro de Pesquisas e Estudos Afrikana, Afrobrasileira e Afrodiaspórica (CPEAAA) do Instituto Hojú. Colaboradora no Fórum Estadual de Mulheres Negras (FEMN).

Mônica Alves de Oliveira Gomes
Membro da Coordenação da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e da Rede de Mulheres Negras do Nordeste. Educadora da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE). Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas pela Universidade Católica de Pernambuco (1990). Atuou por 18 anos no Centro Nordestino de Animação Popular (CENAP), uma ONG de formação política e formação de educadores/as, ocupando cargos nas áreas de Documentação, Comunicação, Administração Financeira, Desenvolvimento Institucional e PMA (Planejamento, Monitoramento e Avaliação). Trabalhou na Oxfam Grã-Bretanha como oficial de programas por três anos e na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), nos cargos de gerente de projetos e de diretora de programas, na área de Ações Afirmativas, no período de 2011 a 2014. Atuou como consultora do Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) do Reino Unido e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), trabalhando na implementação do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), junto à Prefeitura da cidade do Recife e junto ao Ministério Público do estado de Pernambuco.

Monique Prada
Ativista em defesa dos direitos das trabalhadoras sexuais, é uma das fundadoras da Central Única das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Sexuais (CUTS). Atualmente, é colunista da Mídia Ninja e coeditora de MundoInvisivel.ORG. Participa de debates em universidades como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Unicamp, das Pontifícias Universidades Católicas de São Paulo e do Rio Grande do Sul, da UFRGS e da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Também participa de atividades junto ao Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV\AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Participou como palestrante sobre a temática tráfico de mulheres no X Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizado em Brasília em 2016. Sua experiência pessoal sempre demonstrou a carência de informação desse grupo específico de trabalhadoras e da sociedade em geral sobre experiências de articulação para fazer frente à violência real e simbólica à qual estão submetidas. Está finalizando um livro que aborda temática referente a trabalho sexual e feminismo, já selecionado para publicação pela editora Veneta; volume será lançado ainda em 2017.

Shirley Villela

Graduada em Letras Português-Inglês pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Coordena o projeto Maré de Sabores, de geração de renda e qualificação profissional para mulheres da Maré, iniciativa desenvolvida pela Redes de Desenvolvimento da Maré. É também coordenadora da Casa das Mulheres da Maré, inaugurada em outubro de 2016, que visa ampliar projetos destinados a mulheres na Maré. Trabalhou como voluntária para a International Gender and Trade Network (IGTN) nos Estados Unidos. Atuou no Ministério da Educação, no âmbito da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD). Ainda em Brasília, trabalhou no UNIFEM/ONU Mulheres, na coordenação, acompanhamento e gerenciamento dos projetos desenvolvidos pelo Programa Regional Orçamentos Sensíveis ao Gênero nos países do Cone Sul. Iniciativa atuava na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Abaixo, estão as assessoras que permanecem no Grupo Assessor e que foram selecionadas em dezembro de 2015:

Alaerte Leandro Martins

Enfermeira, atualmente está filiada à Rede Mulheres Negras do Paraná; à Rede Feminista de Saúde e Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC). Também é Conselheira Fiscal da Rede Mulheres Negras do Paraná. Atua mais diretamente na Rede Mulheres Negras, onde contribui na captação de recursos, formação de novas lideranças e representa a organização no Conselho Estadual de Direitos da Mulher. A Rede tem por objetivo a busca da igualdade de gênero, o empoderamento das mulheres e a promoção dos direitos humanos, especialmente de mulheres negras, sendo a única organização de abrangência estadual de mulheres negras no Paraná.

Creuza Maria Oliveira
Trabalhadora doméstica, sindicalista e política brasileira. Começou a trabalhar aos dez anos e a estudar aos 16, embora não tenha terminado o Ensino Médio. Em 1980, iniciou seu ativismo político lutando para melhorar as condições de vida, especialmente de trabalhadoras domésticas afrodescendentes. Em 2003, ela assumiu o cargo de Presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos (FENATRAD), lutando pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) das/os trabalhadoras/es domésticas/os. É afiliada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e foi candidata à Assembleia Legislativa da Bahia em 2014, não tendo sido eleita. Em 2011, recebeu o Prêmio de Direitos Humanos e, em 2015, o Diploma Bertha Lutz.

Erika Zoeller Véras
Doutora em Administração pela Wuhan University of Technology (China) com pesquisa sobre gênero, empreendedorismo feminino e criação de valor compartilhado. Possui MBA realizado na China com pesquisa comparativa de mulheres brasileiras e chinesas em cargos de gerenciamento e gestão. Publicou artigos sobre o tema em diversos países. É desenvolvedora de negócios sino-brasileiros e vice-presidente da BPW São Paulo – Business Professional Women.

Flávia Biroli

Professora Associada do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, onde coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Sua produção está concentrada na área de gênero, política e democracia, com ênfase para o estudo das teorias políticas feministas, e na área de mídia e política, tratando especialmente das relações entre imprensa e democracia no Brasil. Publicou, entre outros livros, Caleidoscópio convexo: mulheres, política e mídia (Ed. UNESP, 2011, com Luis Felipe Miguel), Autonomia e desigualdades de gênero: contribuições do feminismo para a crítica democrática (Eduff e Horizonte, 2013), Família: novos conceitos (Perseu Abramo, 2014) e Feminismo e política (Boitempo, 2014, com Luis Felipe Miguel).

Jaqueline Gonçalves Porto
É do povo Guarani-Kaiowá, da Reserva Indígena de Dourados, Aldeia Jaguapiru. Acadêmica do curso de Ciências Sociais, na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Faz parte da Associação de Jovens Indígenas de Dourados (AJI). Atua com prevenção, conscientização e formação da juventude indígena da Reserva de Dourados. Atua também no enfrentamento e combate à violência de mulheres indígenas. Através da AJI, promove ações, por meio de comunicação audiovisual, para a formação dos jovens indígenas como estratégia de defesa dos seus direitos.

Juliana de Faria Kenski
É fundadora da ONG Think Olga, com foco em direitos das mulheres; criadora das campanhas Chega de Fiu Fiu e Primeiro Assédio, cujo objetivo é combater o assédio sexual; e uma das sócias da consultoria de comunicação Think Eva. É uma das autoras do ebook Meu Corpo Não É Seu, sobre violência de gênero, editado pela Companhia das Letras. Em parceria com a Defensoria Pública do estado de SP, liderou a criação de um folder sobre assédio sexual. Participou da delegação brasileira jovem do G20 (Y20). É alumni do programa Womens Leaders do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Por seus projetos, foi eleita uma das oito mulheres inspiradoras do mundo, pela Clinton Foundation e pela revista Cosmopolitan US. Foi finalista do Prêmio Claudia, a maior premiação feminina da América Latina, na categoria Trabalho Social, e do Troféu Mulher Imprensa 2015, na categoria Redes Sociais.

Maria José Rosado Nunes (Zeca)
É socióloga, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pesquisadora 1 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Professora visitante da Harvard University, em 2003. Fundadora e integrante da coordenação de Católicas pelo Direito de Decidir/Brasil e foi indicada, com outras 51 brasileiras, para o prêmio Nobel da Paz, em 2005.

Samantha Ro´otsitsina Juruna
É do povo Xavante, da Aldeia Namunkurá, Terra Indígena São Marcos. Mestre em Desenvolvimento Sustentável, com foco em Sustentabilidade Junto a Povos e Terras Indígenas (2013), pela Universidade de Brasília. Em 2014, foi bolsista do Programa de Direitos Humanos para Lideranças Indígenas, oferecido pelo Escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (ACNUDH). Atua na sua comunidade com ações voltadas para valorização da biodiversidade do Cerrado, com foco em juventude e em mulheres. Possui mobilidade internacional através de redes e mobilizações indígenas da América Latina e Caribe. Faz parte da Rede de Juventude Indígena (REJUIND), que busca contribuir com a aproximação da juventude indígena através de suas organizações, a nível regional e internacional, além de promover a participação da juventude nos espaços de debate político. Além disso, faz parte — como integrante do Grupo de Referência — do Projeto Voz das Mulheres Indígenas, que visa dar visibilidade às ações das mulheres indígenas, na defesa de direitos como mulheres e como povo.