ONU Mulheres e Embaixada da Suécia trocam experiências sobre igualdade de gênero

A Embaixada da Suécia em Brasília e a ONU Mulheres Brasil realizaram o seminário “Igualdade de Gênero para a Inovação: um Intercâmbio de Experiências entre Suécia e Brasil”.

A Suécia tem avançado significantemente na busca pela igualdade de gênero e as políticas do país para empoderar as mulheres por meio da educação, licença parental e igualdade no trabalho se tornaram referência no mundo todo.

A Embaixada da Suécia em Brasília e a ONU Mulheres Brasil, com o apoio da KPMG, realizaram o seminário “Igualdade de Gênero para a Inovação: um Intercâmbio de Experiências entre Suécia e Brasil”. A Suécia tem avançado significantemente na busca pela igualdade de gênero e as políticas do país para empoderar as mulheres por meio da educação, licença parental e igualdade no trabalho se tornaram referência no mundo todo.

O evento ocorreu no último dia 6 de outubro, durante a Semana de Inovação Suécia-Brasil, realizada anualmente em diferentes cidades brasileiras com o objetivo de promover uma troca de experiências entre os dois países e prover ferramentas para o avanço do empoderamento das mulheres nas empresas e no setor de Ciência, Tecnologia & Exatas.

Além de estar entre os cinco primeiros países com menor diferença de gênero no Ranking do Fórum Econômico Mundial, o primeiro ministro da Suécia, Stefan Löfven, é um dos dez campeões de governo da Iniciativa Impacto 10x10x10 do movimento HeForShe.

“A inovação cria oportunidades para alcançarmos a igualdade de gênero, assim como a igualdade de gênero apresenta grande potencial para a inovação. Portanto, é preciso criar soluções inovadoras que respondam às necessidades de mulheres e meninas, mas também promover mulheres como inovadoras para aproveitar todo o seu potencial”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

“Por causa do machismo, as meninas continuam a enfrentar estereótipos e restrições sociais e culturais, que limitam o acesso à educação e ao financiamento para pesquisas, impedindo-as de desenvolver carreiras científicas e de realizar todo o seu potencial”, completou.

“É fundamental entender que a igualdade entre os sexos não é uma questão das mulheres, e sim uma questão de direitos humanos e de desenvolvimento da sociedade”, declarou Per-Arne Hjelmborn, embaixador da Suécia no Brasil. “A promoção da igualdade de gênero não deve ser vista como uma obrigação, mas sim como uma oportunidade imensa. Dado a persistente sub-representação das mulheres em muitos setores, a Ciência & Tecnologia entre eles, as mulheres representam um potencial inexplorado para impulsionar a inteligência coletiva no trabalho científico”, adicionou.