A ONU Mulheres e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) assinaram um acordo para fortalecer a colaboração em suas atividades a favor da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres no Brasil.
Um dos focos de atuação das duas agências será a igualdade e paridade de gênero no setor de infraestrutura.
Segundo a representante do UNOPS no Brasil, Claudia Valenzuela, muitas vezes as necessidades de mulheres e meninas não são incorporadas nos projetos de desenvolvimento e infraestrutura, o que afeta seu pleno exercício de direitos, bem como sua capacidade de contribuir igualmente para a sociedade.

Mercados, empresas, empreendimentos, associações, cooperativas e entidades produtivas são determinantes para a inclusão do enfoque de gênero no desenvolvimento sustentável. Foto: ONU Mulheres
A ONU Mulheres e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) assinaram um acordo para fortalecer a colaboração em suas atividades a favor da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres no Brasil.
O documento foi assinado em São Paulo (SP) na quinta-feira (10) pela representante interina da ONU Mulheres, Ana Carolina Querino, e a representante do UNOPS no país, Claudia Valenzuela. A assinatura se deu no contexto da primeira missão ao Brasil da diretora regional da ONU Mulheres para as Américas e o Caribe, Maria-Noel Vaeza.
No Brasil, a ONU Mulheres e o UNOPS já desenvolvem ações em conjunto. Uma delas é a campanha digital #mulheresnainfra, realizada desde março nas redes sociais. Seu objetivo é chamar a atenção para a atuação de mulheres profissionais na área de infraestrutura e informar sobre como o investimento nesse setor pode contribuir para promover a igualdade de gênero.
Além disso, as organizações preveem para este ano o lançamento de diretrizes para que o planejamento dos parques públicos das cidades tenha um enfoque de gênero. O material está sendo elaborado a partir de experiência no município de Porto Alegre (RS).
Reforço da parceria
O acordo no Brasil segue um documento regional firmado em agosto pela ONU Mulheres e pelo UNOPS no Panamá.
Seu objetivo é facilitar a implementação de ações conjuntas, o desenvolvimento de capacidades e o intercâmbio de boas práticas para fortalecer a incorporação da perspectiva de gênero e da paridade em ambas as agências e em suas respectivas atividades no Brasil.
O empoderamento das mulheres aparece como uma questão-chave e transversal na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e é um elemento indispensável promover o acesso aos direitos humanos de mulheres e meninas e impulsionar o progresso em cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Notavelmente, o ODS 9 tem como um de seus objetivos “desenvolver infraestrutura confiável, sustentável, resiliente e de qualidade, incluindo infraestrutura regional e transfronteiriça, para apoiar o desenvolvimento econômico e o bem-estar humano, com ênfase especial no acesso equitativo e acessível para todas e todos”.
Durante a reunião, a diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe e a representante da ONU Mulheres no Brasil conversaram sobre o portfólio do UNOPS no país e as possíveis áreas de cooperação.
As discussões tiveram como base o acordo regional e parcerias realizadas em outras regiões do mundo, como na Ásia. Lá, as duas agências elaboraram guias sobre como incluir a perspectiva de gênero em distintos setores da infraestrutura.
De acordo com Maria-Noel Vaeza, as diretrizes produzidas na Ásia são poderosos instrumentos para dar concretude à parceria que se inicia na América Latina e no Brasil.
Ela destacou que a capacidade e o conhecimento da ONU Mulheres pode contribuir de forma criativa e acrescentar valor às ações planejadas no país, de forma a considerar as preocupações e os desafios enfrentados pelas mulheres, potencializando as soluções em infraestrutura.
Segundo a representante do UNOPS no Brasil, Claudia Valenzuela, muitas vezes, as necessidades de mulheres e meninas não são incorporadas nos projetos de desenvolvimento e infraestrutura, o que afeta seu pleno exercício de direitos, bem como sua capacidade de contribuir igualmente para a sociedade.
De acordo com ela, isso explica a importância de UNOPS e ONU Mulheres trabalharem cada vez mais próximos.