“Uma Vitória leva à Outra” é o nome da parceria entre a ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional pela promoção da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres através das práticas esportivas.

Atletas observam painel da ONU sobre Igualdade. Jogos Escolares da Juventude, etapa 12 a 14 anos. Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB
A representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, apresentou na sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, o programa “Uma Vitória leva à Outra”, um projeto de empoderamento e liderança para meninas por meio dos esportes. O objetivo do programa é acelerar o alcance da igualdade de gênero no Brasil, bem como deixar um legado sustentável para a cidade do Rio de Janeiro pós-Olimpíadas.
Nos próximos dois anos, com uma série de oportunidades geradas pelos Jogos Escolares da Juventude e as Olimpíadas, a ONU Mulheres emprestará sua experiência no desenvolvimento de um currículo educativo de nove meses que aborda temas como saúde e higiene, empoderamento, confiança e autoestima e economia e finanças. O programa “Uma Vitória leva à Outra” integra um Memorando de Entendimento entre a ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional pela promoção da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres através dos esportes.
“Investir na liderança de jovens mulheres e meninas por meio dos esportes é uma metodologia efetiva para acabar com a desigualdade de gênero e modificar percepções, atitudes e comportamentos que causam e justificam a violência. Quando as meninas praticam esportes, elas têm a oportunidade de desenvolver habilidades para a vida, como confiança e liderança”, disse a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman.
No mundo, o programa formou 1 milhão de meninas usando este currículo. No Brasil, a iniciativa começa com um piloto para 2.500 meninas de 12 a 14 anos no Rio de Janeiro em 2016, com apoio do Comitê Olímpico Internacional e do Comitê Olímpico Brasileiro, e deve ser ampliado para outros Estados ao longo do ano. Além da formação curricular, o projeto conectará as comunidades e famílias dessas meninas, para que sejam agentes de prevenção da violência contra mulheres e meninas e promovam a liderança feminina.