Entre os 21 candidatos que receberam maior quantidade de votos, três são mulheres, segundo a Missão das Nações Unidas no país (MINUSCA).

Votação no dia 30 de dezembro de 2015, na República Centro-Africana. Foto: MINUSCA
O resultado do primeiro turno das eleições legislativas na República Centro-Africana foi anunciado pela Autoridade Nacional Eleitoral (ANE), com 21 candidatos eleitos, dentre eles, três mulheres, com maioria absoluta nesta primeira fase, segundo informações da Missão das Nações Unidas no país (MINUSCA).
A segunda rodada das eleições legislativas acontecerá em 113 circunscrições, segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.
As Nações Unidas, juntamente com unidades de militares e policiais da MINUSCA, soldados da força francesa Sangaris e equipes de segurança local, se agruparam nas estações das eleições para garantir uma votação pacífica. A Missão continua trabalhando no reforço da segurança em diferentes cidades do país.
O grupo formado por alianças muçulmanas, Seleka, derrubou em março de 2013 o então presidente do país, François Bozizé. Com isso, a República Centro-Africana passou a ter o primeiro líder muçulmano, Michel Djotodia, no poder, em um país de maioria cristã.
Em 2014, Djotodia deixou a presidência devido a fortes pressões internacionais, mas a série de conflitos continuou entre os grupos Seleka e a milícia cristã, anti-Balaka.
A missão também informou que continua a garantir a segurança na região de Ouaka, com o desmantelamento de barricadas ilegais de ex-Seleka e captura de armas. Também informou que vários ex-combatentes entregaram voluntariamente armas e uniformes, dentro do quadro do programa de pré-desarmamento, desmobilização e reintegração.
A MINUSCA também continua a criar consciência sobre assédio e abuso sexual e ações de prevenção. Na terça-feira (12), uma equipe liderada pelo representante especial do secretário-geral da ONU, Parfait Onanga-Anyanga, visitou oito pontos de unidades formadas de polícia na capital, Bangui, e reiterou a “tolerância zero” da Organização com respeito a abusos sexuais.