A insegurança e o aumento no preço dos alimentos dificulta o trabalho do Programa Mundial de Alimentos, que ainda não recebeu nem metade do financiamento necessário para esse ano.

Grupo de refugiados sudaneses no Chade. Foto: MSF
A nova onda de violência em Darfur, no Sudão, está pondo em risco a ajuda de organizações humanitárias e a segurança alimentar em longo prazo na região, alertou nesta terça-feira (23) o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA).
“Esta é a estação em que as pessoas devem estar plantando e trabalhando em fazendas, mas ao invés disso, estão fugindo de suas aldeias e um número significativo está fugindo para os campos de refugiados no Chade”, disse o diretor do PMA no Sudão, Adnan Khan.
Depois de uma década de conflitos, a nova onda de violência na região sudanesa fez com que mais de 250 mil pessoas fugissem de suas casas desde o início do ano e os confrontos entre as tribos estão dificultando a realização das atividades da agência da ONU.
A maioria das operações do Programa Mundial de Alimentos no Sudão ocorre em Darfur, onde a agência tinha planejado alimentar 2,7 milhões de pessoas no início do ano, incluindo 1,4 milhão que vivem em acampamentos. No entanto, os deslocamentos recentes podem fazer com que o número total de pessoas que recebem assistência na região suba para mais de 2,9 milhões.
O PMA informou que só recebeu 180 milhões dos 397 milhões de dólares requeridos para alimentar as pessoas afetadas pelos conflitos no Sudão.