Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, há agora um número estimado de 3 mil refugiados e migrantes na cidade de Calais e na costa norte da França, a maioria proveniente de países em conflito.

Milhares de refugiados da Síria, Iraque, Etiópia, Sudão, Paquistão e Afeganistão estão vivendo em acampamentos improvisados ou nas ruas em Calais, França. Foto: ACNUR/C. Vander Eecken
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) parabenizou na última quinta-feira (20) a declaração conjunta assinada pelos governos da França e do Reino Unido sobre a situação em Calais e seu respectivo plano de ação para lidar com o caso. “Eu aprecio que os dois governos tenham tido uma abordagem comum para lidar com a situação complexa em Calais”, disse o alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, em um comunicado de imprensa.
“Saúdo, em particular, os elementos humanitários e de proteção do plano, que reconhecem plenamente a importância de combater o contrabando e o tráfico, que exploram os indivíduos vulneráveis”, adicionou. Guterres destacou que, para ser eficaz em reprimir os coiotes e traficantes, o número de vias legais para que as pessoas que precisam de proteção possam chegar à Europa deve aumentar.
“Muitos dos que estão em Calais têm a necessidade de proteção internacional, provenientes do Afeganistão, Eritreia, Somália, Sudão e Síria. Estamos ansiosos para trabalhar em estreita colaboração com a França e o Reino Unido e apoiar os esforços para encontrar soluções para eles”, continuou o alto comissário.
No início de agosto, Guterres apelou para uma resposta abrangente à situação em Calais. Segundo o ACNUR, há agora um número estimado de 3 mil refugiados e migrantes em Calais e na costa norte da França – praticamente o mesmo número que em novembro de 2014.