Valor atenderá a necessidades básicas de 59 mil deslocados internos. Embora os confrontos em Kivu do Norte tenham diminuído, proliferação de armas mantém região insegura.
As Nações Unidas e seus parceiros fizeram um apelo de 30,5 milhões de dólares nesta quinta-feira (17) para ajudar 59 mil pessoas afetadas pelos recentes confrontos na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC).
“O Plano de Resposta para Kivu do Norte é a nossa resposta às perdas e ao sofrimento de milhares de pessoas nos últimos meses”, disse a Chefe do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) na RDC, Barbara Shenstone. “Queremos oferecer às famílias ajuda para cobrir suas necessidades imediatas mais básicas enquanto olham adiante para restaurar seus meios de subsistência.”
Embora os confrontos entre os combatentes do Movimento 23 de Março (M23) e o Exército nacional da RDC tenham diminuído, Kivu do Norte continua sendo altamente insegura por causa da proliferação de armas, combates esporádicos entre grupos armados e Exército e as tensões intercomunitárias, informou o OCHA.
Desde abril, 500 mil pessoas foram deslocadas por causa de ações do M23 – 150 mil só durante os combates de novembro. Hoje, Kivu do Norte é o lar de cerca de 914 mil deslocados internos, a maior concentração no país.
O OCHA ressaltou que a primeira fase do plano proporcionará assistência em todos os campos de deslocados internos. Na segunda fase, as agências humanitárias vão fornecer ajuda aos que voltaram para suas casas e, na terceira, vai garantir auxílio aos que decidiram permanecer nos campos de deslocados.
Uma das maiores preocupações dos agentes humanitários é melhorar a infraestrutura de água e saneamento básico nos campos de deslocados internos. A escassez de água potável contribuiu para surtos de cólera, entre outras doenças.
O plano de seis meses é parte de outro plano de 892 milhões dólares para todo o país, que será lançado em algumas semanas na capital, Kinshasa.