ONU pede a Israel mudanças de políticas após relatos de apropriação de terras na Cisjordânia

Secretário-geral das Nações Unidas mostrou sua profunda preocupação após receber informação de que o governo de Israel declarou 370 acres no território ocupado, ao sul de Jericó, como “terrenos do Estado”.

Duas jovens residentes do campo Acqba Jaber para refugiados palestinos, administrado pela UNRWA, na Cisjordânia. O campo está localizado justo na periferia de Jericó. Foto: ONU/Stephenie Hollyman

Duas jovens residentes do campo Acqba Jaber para refugiados palestinos, administrado pela UNRWA, na Cisjordânia. O campo está localizado justo na periferia de Jericó. Foto: ONU/Stephenie Hollyman

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu “mudanças substanciais de política no terreno” por parte de Israel, mostrando sua profunda preocupação após receber informação que o governo declarou 370 acres no território ocupado da Cisjordânia, ao sul de Jericó, como “terrenos do Estado”.

“Se implementada, essa declaração constituiria a maior apropriação de terras por Israel na Cisjordânia desde agosto de 2014”, afirmou Ban em nota.

Na declaração, o chefe da ONU afirma que as atividades de assentamento são uma violação do direito internacional e vão na contramão do anúncio do governo de Israel apoiando uma solução de dois Estados para o conflito.

“O secretário-geral reitera seu apelo por mudanças políticas substanciais no terreno por Israel que irão melhorar a vida dos palestinos. Atividades de assentamento são uma violação do direito internacional e em contradição com os pronunciamentos públicos do Governo de Israel a apoiar uma solução de dois Estados para o conflito. ”

A solução de dois Estados constitui a principal plataforma dos esforços do Quarteto diplomático, compreendendo a ONU, União Européia, Rússia e os Estados Unidos, para resolver a crise no Oriente Médio, com dois Estados – Israel e Palestina – vivendo lado a lado em paz e segurança.