Agência Internacional de Energia Atômica da ONU se encarrega de verificar se o Irã respeita seus compromissos de não adquirir armas nucleares. Acordo foi feito entre país do Oriente Médio e comunidade internacional.

Central nuclear de Bushehr no Irã. Foto: AIEA
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA), Yukiya Amano, pediu na terça-feira (19) por apoio de todos os Estados-membros na garantia de um financiamento previsível a longo prazo para monitorar o acordo feito pelo Irã com a comunidade internacional, de nunca procurar, desenvolver ou adquirir armas nucleares.
O Irã e um grupo de seis países – China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – chegaram a um acordo sobre as medidas que deveriam ser tomadas pelo Estado do Oriente Médio. Chamado de Plano de Ação Conjunta Abrangente (JCPOA, na sigla em inglês), o compromisso foi estabelecido em julho de 2015.
A AIEA, então, ficou com a responsabilidade de verificar se os compromissos acordados estão sendo cumpridos.
Segundo o dirigente, vários governos já prometeram ou realizaram contribuições para possibilitar esse monitoramento.
No sábado (16), Amano anunciou que o Irã realizou todos os pré-requisitos para a retirada das sanções impostas pela ONU desde que foi revelado, em 2003, que o país tinha desenvolvido várias atividades nucleares por 18 anos, o que violava seus compromissos do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).
O Irã, no período, afirmou que suas atividades eram puramente pacíficas, reservadas para a produção energética e para fins médicos, mas muitos países suspeitaram que o objetivo seria a produção de armas nucleares.
“Como eu informei o Conselho em dezembro, a implementação do Protocolo Adicional, e a verificação e monitoramento dos compromissos relacionados à atividade nuclear do Irã, sob o JCPOA, envolvem atividades para as quais o financiamento previsível é necessário”, disse o diretor-geral da AIEA sobre um ponto adicional do TNP que aumenta a capacidade da Agência no acompanhamento das atividades nucleares.
“A implementação do JCPOA marca o início de uma nova fase nas relações entre Irã e AIEA. Percorremos um longo caminho desde que a Agência começou a considerar a questão nuclear no Irã em 2003. Muito trabalho foi feito até chegarmos aqui. O mesmo esforço será exigido no futuro para implementar o JCPOA. A AIEA está completamente comprometida em desempenhar o seu papel”, concluiu.