ONU pede ação coletiva para combater pirataria e roubo à mão armada no mar na África Central

Comitê formado por 11 países se reúne em Ruanda para debater tema, incluindo a caça ilegal de elefantes que está supostamente financiando grupos rebeldes.

Tripulação se prepara para embarcar em navio-tanque, sequestrado por piratas no Benin em 2011. Foto: IRIN/Daniel Hayduk

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos líderes dos países da África Central para se concentrarem no combate aos problemas de segurança da sub-região, como as ameaças de pirataria e assaltos à mão armada no mar.

Em mensagem à 36ª reunião do Comitê Consultivo Permanente das Nações Unidas sobre questões de segurança na África Central, realizada em Kigali, Ruanda, na sexta-feira (23), Ban destacou que “esta reunião oferece oportunidade única de encontrar soluções inovadoras e em acordo para problemas que ameaçam a paz e a segurança” na sub-região.

O Comitê é formado por Angola, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Congo, Gabão, Guiné Equatorial, República Democrática do Congo, Ruanda e São Tomé e Príncipe. O órgão pretende incentivar o desarmamento e o desenvolvimento da sub-região.

Na mensagem, Ban elogiu o Comitê pelos “esforços pioneiros para enfrentar” a pirataria e roubo armado. Em junho, os líderes da África Ocidental se reuniram na Cúpula para a Segurança Marítima dos Líderes do Golfo da Guiné, no Camarões, para estabelecer um quadro eficaz de combate à pirataria e aos assaltos à mão armada no mar.

O secretário-geral destacou ainda a inclusão da questão da caça ilegal aos elefantes na agenda do Comitê. “Devemos combater vigorosamente esta atividade ilegal e intolerável, particularmente dado seu suposto papel no financiamento ilícito de alguns grupos rebeldes.”