ONU pede ação coletiva para impulsionar resolução de conflito entre Israel e Palestina

“Eu reitero o compromisso das Nações Unidas de ajudar a alcançar um paz justa e durável entre Israel e Palestina, resolvendo o conflito com o fim de quase meio século de ocupação e estabelecendo a soberania e independência do Estado da Palestina”, disse o vice-secretário-geral da ONU.

Para a ONU, a resolução do conflito requer o estabelecimento de dois Estados, convivendo lado a lado. Foto: Foto: UNICEF/Eyad El Baba

Para a ONU, a resolução do conflito requer o estabelecimento de dois Estados, convivendo lado a lado. Foto: Foto: UNICEF/Eyad El Baba

A resolução do conflito de longa data entre Israel e a Palestina é “um assunto visivelmente sério para a paz e segurança internacionais, principalmente durante o período em que todo o Oriente Médio é ameaçado pelo terrorismo e extremismo violento”, disse o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, nesta terça-feira (10).

“Eu reitero o compromisso das Nações Unidas de ajudar a alcançar um paz justa e durável entre Israel e Palestina, resolvendo o conflito com o fim de quase meio século de ocupação e estabelecendo a soberania e independência do Estado da Palestina – para viver lado a lado com Israel em paz e segurança”, disse o vice-secretário-geral durante a abertura do Comitê da ONU sobre o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, ao falar em nome do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Eliasson convocou o Sistema ONU, a comunidade internacional e todos as partes pertinentes a trabalhar para reviver as negociações para o estabelecimento de uma solução de dois Estados e para terminar o impasse entre os povos israelenses e palestinos.

Apesar de 2014 ter sido designado o Ano Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, o ano foi marcado por violência e hostilidades. O conflito em Gaza deixou mais de 2.200 palestinos e 72 israelenses mortos, além de provocar uma ampla destruição neste território. Hoje, 100 mil residências permanecem destruídas ou danificadas, afetando mais de 600 mil pessoas. Grande parte da população carece de acesso à água e os apagões são frequentes e duram até 18 horas.

Ele adicionou que Gaza continua “um lugar desolado sob o bloqueio e com um alto sofrimento humano” e pediu aos doadores para cumprir suas promessas feitas em outubro durante a Conferência de Cairo para a reconstrução de Gaza. Com a escalada de violência também na Cisjordânia, Eliasson lamentou que ambas as partes tenham aprofundado suas diferenças e se distanciado da possibilidade de um acordo negociado.

Atribuindo uma parcela da responsabilidade pelo impasse à comunidade internacional, o vice-secretário-geral pediu a mobilização de todos para um novo e exitoso impulso para a paz. “Em um momento em que celebramos o 70. aniversário da nossa Organização, eu peço a este Comitê que exerça todos os esforços para permitir que o povo palestino exercite seus direitos inalienáveis”, disse Eliasson.