ONU pede ação contra ISIL por genocídio e crimes de guerra

Relatório entrevistou mais de cem pessoas que testemunharam ou sobreviveram a ataques no Iraque. Entre as violações estão assassinatos, tortura, estupro e escravidão sexual, conversões religiosas forçadas e recrutamento forçado de crianças.

Acampamento Baharka, no norte do Iraque, é o lar de milhares de pessoas deslocadas internamente por consequência da tomada de grandes áreas do país por parte do Estado Islâmico. Foto: IRIN/Emma Beals

Acampamento Baharka, no norte do Iraque, é o lar de milhares de pessoas deslocadas internamente por consequência da tomada de grandes áreas do país por parte do Estado Islâmico. Foto: IRIN/Emma Beals

Um relatório divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas diz que o Estado Islâmico no Iraque e o Levante (ISIL, ou EI) pode ter cometido genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade em seus ataques contra grupos étnicos e religiosos no Iraque.

O compilado elaborado por investigadores enviados para a região no ano passado pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) entrevistou mais de cem pessoas que testemunharam ou sobreviveram a ataques no Iraque, entre junho de 2014 e fevereiro de 2015.

O relatório destaca violações incluindo assassinatos, tortura, estupro e escravidão sexual, conversões religiosas forçadas e recrutamento forçado de crianças.

Violações promovidas pelas Forças de Segurança iraquianas e milícias associadas também são destacadas no relatório, incluindo assassinatos, torturas e sequestros, com alguns incidentes apontando, pelo menos, a uma falha por parte do governo de proteger as pessoas sob sua jurisdição.

O relatório também solicita que o Conselho de Direitos Humanos peça ao Conselho de Segurança da ONU que encaminhe o caso ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Acesse o relatório clicando aqui.