ONU pede ações mais severas para evitar violência sexual em conflitos

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pela violência sexual e baseada no gênero em situações de conflito. É preciso que governos punam os responsáveis e deem apoio às vítimas.

Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet. Foto: ONU Mulheres / Ryan BrownA Organização das Nações Unidas e seus parceiros salientaram hoje (25) que ações e compromissos mais fortes de líderes mundiais são necessários para evitar a violência sexual relacionada a conflitos e para assegurar a justiça para as sobreviventes de crimes de gênero.

“Em zonas de conflito, as mulheres são desproporcionalmente afetadas pela violência sexual e baseada no gênero, o deslocamento forçado, a destruição de infraestruturas civis e as violações dos direitos humanos”, afirmou a diretora executiva da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Michelle Bachelet.

“Acesso à Justiça significa maior punição para os responsáveis. Também significa indenizações e reparações que permitam às mulheres recuperar as perdas, reduzir a pobreza e a torná-las membros completos e iguais da sociedade “, Bachelet disse aos participantes em um painel de alto nível sobre a prevenção da violência sexual realizada no âmbito da 67ª sessão da Assembleia Geral, em Nova York.

Duplamente vitimados

“Sobreviventes de violência sexual são brutalizados duas vezes – primeiro, pelos autores dos crimes e, uma segunda vez, por governos que não conseguem aplicar a lei e garantir justiça para as sobreviventes”, observou a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Jody Williams, que é copresidenta da Campanha Internacional do Combate à Violência de Gênero e Estupro em Conflitos.

Em suporte à campanha do Secretário-Geral da ONU para acabar com a violência contra as mulheres, a ONU Mulheres e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) sediarão amanhã um amistoso de futebol em Nova York, em que os funcionários da ONU jogarão contra a equipe do Presidente da Bolívia, Evo Morales.

Bachelet irá dar o pontapé inicial do jogo, que também servirá de apoio ao Ano da Bolívia para acabar com todas as formas de Violência contra as Mulheres e Meninas.