Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima que mais da metade da população do país – ou mais de 12 milhões de pessoas – precisa de algum tipo de apoio humanitário imediato.

Na província de Taiz, o distrito de Al Qahira, no Iêmen, é um dos mais atingidos pelo conflito. Foto: PMA
O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, pediu no último sábado (22) a todas as partes envolvidas no conflito que concordem em estender a pausa humanitária no país. A ideia é que a ajuda continue alcançando as pessoas gravemente feridas pelo conflito.
O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima que mais da metade da população do país – ou mais de 12 milhões de pessoas – está em necessidade de alguma forma de assistência.
De acordo com o enviado especial, embora o cessar-fogo iniciado no dia 19 de outubro tenha sido mantido em grande parte, houve algumas violações por parte de ambos os lados durante os últimos três dias.
“Notamos que, ao longo dos últimos dias, suplementos alimentares e humanitários foram entregues em vários bairros afetados, e agentes da ONU foram capazes de chegar a áreas que anteriormente eram inacessíveis. Esperamos alcançar mais pessoas em necessidade urgente nos próximos dias”, ressaltou Ahmed.
Ele observou também que os termos de cessação das hostilidades incluem a obrigação de permitir o acesso livre e sem obstáculos à ajuda humanitária para todo o povo iemenita, bem como uma interrupção completa e abrangente das atividades militares de qualquer tipo.
“Espero que todas as partes cumpram rigorosamente seus compromissos e trabalhem em direção a uma cessação definitiva da violência através de um processo político. No caso das partes concordarem com a extensão, a cessação das hostilidades deve ser plenamente respeitada”, disse.
O enviado especial acrescentou que os iemenitas merecem viver em paz, tendo acesso a todos os seus direitos.
Desde março de 2015, mais de 4 mil civis foram mortos e mais de 7 mil ficaram feridos no Iêmen. O número de vítimas aumentou dramaticamente desde o colapso do acordo de cessar de hostilidades em agosto.
Em setembro de 2016, 379 civis foram mortos e feridos. Apenas nos primeiros dez dias de outubro, o número triplicou – com 369 vítimas civis.