Alimentação e segurança são os maiores problemas da região. Cerca de 25 milhões de pessoas vivem insegurança alimentar e 6 milhões cruzaram o limiar de emergência da ONU no primeiro semestre do ano.

Em fevereiro, as Nações Unidas e seus parceiros globais pediram o investimento de 2 bilhões de dólares no Sahel. Foto: ACNUR.
A região do Sahel, na África, precisa de mais recursos, ações conjuntas e caminhos mais rápidos para lidar com seus desafios estruturais, além de sucessos nos processos de paz no oeste do Sudão, no norte de Mali e na Líbia, afirmou o coordenador humanitário da ONU para o Sahel, Robert Piper.
De acordo com Piper, a alimentação e a segurança continuam a ser os maiores problemas da região.
Estima-se que cerca de 25 milhões de pessoas no Sahel vivam em situação de insegurança alimentar, das quais 6 milhões cruzaram o limiar de emergência das Nações Unidas entre janeiro e julho deste ano.
A ONU e seus parceiros estão monitorando os riscos epidêmicos na região, que vão da febre amarela ao cólera, além da possibilidade da disseminação do vírus do ebola – que afeta os países vizinhos.
As necessidades são enormes e resultam de problemas como o crescimento demográfico, as mudanças climáticas e o acesso a serviços básicos.
Em fevereiro, as Nações Unidas e seus parceiros globais pediram o investimento de 2 bilhões de dólares no Sahel, dos quais um pouco mais da metade já foi obtido.