Coordenação humanitária apela por segurança para agentes levarem atendimento vital a crianças e adultos isolados pelo conflito em Damasco Rural. Situação é semelhante em outras áreas do país.

Foto: ONU/Atiqul Hassan
A chefe da ONU para assuntos humanitários, Valerie Amos, pediu um cessar-fogo em Moadamiyeh, Damasco Rural, para permitir que agências de ajuda humanitária retirem milhares de civis que estão impossibilitados de sair da região por causa do conflito na Síria.
A comunidade humanitária vem destacando que não se pode negar às pessoas ajuda vital e que os combates têm de parar, registra comunicado da subsecretária-geral emitido no sábado (19).
O acesso para que agentes humanitários cheguem a Moadamiyeh tem sido negado há meses. Apesar de mais de 3 mil pessoas terem sido retiradas da região no domingo (13), outras milhares continuam na área e bombardeios e combates impedem o resgate.
“Peço que todas as partes acordem uma pausa imediata nas hostilidades em Moadamiyeh para permitir livre acesso a agências humanitárias para retirar os civis e levar tratamento vital e suprimentos às áreas onde os combates e bombardeios prosseguem”, declarou Amos.
Os civis que já foram retirados da região receberam assistência imediata de agências humanitárias da ONU e parceiros, do Crescente Vermelho sírio-árabe, empresas locais e indivíduos, incluindo comida, tratamento médico e apoio psicossocial.
Amos disse continuar “extremamente preocupada” por causa do desdobramento da situação em toda a Síria onde mulheres, crianças e homens comuns enfrentam terrível violência e brutalidade de todos os lados do conflito.
Milhares de famílias não conseguem abandonar outras localidades da Síria também, como em Nubil, Zahra, Aleppo antiga, Homs antiga e Hassakeh.
“Civis devem poder se deslocar para áreas mais seguras sem temer ataque”, afirmou a subsecretária-geral.
“É vital que todas as partes no conflito respeitem suas obrigações sob o Direito Internacional Humanitário e os Direitos Humanos de proteger civis e permitir que organizações humanitárias neutras e imparciais tenham acesso seguro a todas as pessoas em necessidade, onde quer que estejam na Síria.”
Mais de 100 mil pessoas foram mortas no país desde o levante contra o presidente Bashar Al-Assad em março de 2011. O conflito também provocou a fuga de mais de 2 milhões de sírios para países vizinhos e o deslocamento interno de 4,5 milhões de pessoas.