Aproximadamente 31,5 mil pessoas já atravessaram o mar e chegaram a Itália e Grécia em 2015, os maiores destinos desses migrantes.

Médicos carregam um rapaz em uma maca para fora da embarcação da Guarda Costeira italiana Gregoretti, ao chegar em Palermo, na Sicília depois de resgatar as pessoas do Mediterrâneo. Foto: ACNUR/F. Malavolta
A Comissão de Direitos Humanos da ONU afirmou na última quinta-feira (16) que a União Europeia deve intensificar os seus esforços para colocar os direitos dos migrantes no centro das suas políticas de migração, após a recente tragédia marítima no Mar Mediterrâneo, no dia 13 de abril, em meio a relatos de que mais de 400 migrantes podem ter perdido suas vidas.
“Estados de origem, destino e trânsito também devem abordar as causas que levam ao contrabando e tráfico de pessoas”, declarou o Comitê da ONU sobre os Direitos dos Trabalhadores Migrantes (CMW) em um comunicado de imprensa. Acrescentando que a contínua perda de vidas nas águas do Mediterrâneo transcende os limites da calamidade natural e configura, de fato, como uma “uma tragédia de direitos humanos”.
Aproximadamente 31.500 mil pessoas já fizeram travessias para a Itália e Grécia em 2015, o primeiro e segundo maiores países de chegada, respectivamente.