ONU pede diálogo entre líderes iraquianos para acabar com violência sectária

Onda de ataques terroristas mata pelo menos cem pessoas, incluindo exilados iranianos. Nações Unidas afirmam que atos são injustificáveis.

Representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, Martin Kobler. Foto: ONU/Mark Garten

Representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, Martin Kobler. Foto: ONU/Mark Garten

O representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, Martin Kobler, condenou a onda de ataques com carros-bomba que deixou dezenas de civis feridos no país e pediu diálogo. A Organização tem apelado para que as autoridades redobrem esforços para apoiar a reconciliação e acabar com a violência sectária.

“Menos de uma semana depois de uma série de ataques semelhantes, iraquianos são atingidos por uma outra rodada de atos terroristas mortais e impiedosos”, declarou Klober no sábado (15). “Nada pode justificar esses crimes hediondos e desprezíveis que têm como alvo pessoas inocentes.”

Pelo menos 30 pessoas foram mortas, e muitas mais ficaram feridas, numa série de ataques com carros-bomba no centro e sul do país na manhã de sábado, conforme relatos da imprensa.

Um campo perto da capital, Bagdá, com milhares de exilados iranianos também foi atingido e, ainda de acordo com a mídia, dois deles morreram. O local é usado como abrigo de estrangeiros que aguardam a documentação de refugiado.

Na segunda-feira (10), ações similares mataram 70 pessoas no norte do Iraque.

Kobler enviou condolências às famílias das vítimas e externou o desejo de pronta recuperação dos feridos.

Os últimos dois meses tiveram um recorde de mortes no país. Em abril, 712 iraquianos foram mortos e mais de 1,6 mil ficaram feridos. Em maio, o número de mortes subiu para 1.045 e o de feridos para 2,3 mil, segundo informações da Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI).