Ban Ki-moon pediu que os 188 países que fazem parte da Convenção de Armas Químicas incentivem assinatura do tratado pelos oito países que ainda não concordaram com o texto — Angola, Coreia do Norte, Egito, Israel, Mianmar, Somália, Sudão do Sul e Síria.

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, abre a Terceira Conferência de Revisão dos Estados Parte da Convenção sobre Armas Químicas, em Haia, Holanda. Foto: ONU/Rick Bajornas
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta segunda-feira (8) que 80% dos estoques de armas químicas no mundo já foram destruídos graças à Convenção sobre Armas Químicas (CWC, na sigla em inglês).
Ele expressou a esperança de que 100% da meta poderá ser alcançada até a próxima conferência de revisão, dentro do prazo de cinco anos. “Nada pode justificar a posse desta categoria hedionda de armas de destruição em massa. Nada”, disse Ban.
Durante a Terceira Conferência de Revisão dos Estados Parte da Convenção sobre Armas Químicas, em Haia, Holanda, Ban apelou para os 188 países da CWC para que façam tudo que estiver ao alcance para trazer para a Convenção os oito países que ainda não assinaram o tratado.
Oito países permanecem fora da CWC — Angola, Coreia do Norte, Egito, Israel, Mianmar, Somália, Sudão do Sul e Síria. O Secretário-Geral tem pedido repetidamente a adesão deles.
“Peço a todos vocês que estão numa posição que permitam o encorajamento desses países, para mostrar liderança política e incentivar estas nações a aderir à Convenção”, disse o Secretário-Geral. “Deixe-me reiterar minha convicção: enquanto existirem armas químicas, haverá o risco da sua utilização — por acidente ou intencionalmente. Não há mãos certas para as armas erradas.”
A declaração de Ban ganhou urgência após alegações de que armas químicas teriam sido utilizadas no conflito na Síria. O Secretário-Geral havia anunciado nesta segunda-feira (8) os acertos para o avanço de uma equipe da ONU para investigar essas alegações neste país do Oriente Médio, mas o Governo local voltou atrás.
Na Síria, mais de 70 mil pessoas foram mortas e mais de 3 milhões deslocadas desde do início da revolta contra o presidente Bashar al-Assad, em março de 2011.