Conflito em Jonglei, no Sudão do Sul, continua fazendo vítimas. Para representante da ONU, segurança e reformas políticas estão entre os maiores desafios do novo país.

Conflitos mortais entre as comunidades de Lou Nuer e Murle nas últimas semanas deslocaram dezenas de milhares de civis no Sudão do Sul, levando agências da ONU a realizar uma operação humanitária ainda maior.
“A crise de segurança em curso no Estado de Jonglei é um teste para todos nós”, afirmou Hilde Johnson, Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS), em uma conferência de imprensa na capital, Juba. “Mais forças do Governo são urgentemente necessárias em lugares-chave, assim como patrulhas nas zonas de proteção entre as comunidades, com o objetivo de diminuir a violência”.
As Forças de Paz da ONU foram movidas para a área para ajudar os esforços do Governo em restabelecer a segurança. Patrulhas aéreas e terrestres foram intensificadas para evitar mais ataques. Entretanto, a Missão tem um déficit de helicópteros, o que afeta seriamente sua capacidade de exercer o mandato.
Johnson acrescentou que espera que “o público e os líderes evitem tirar conclusões de violações de direitos humanos não verificadas”, elogiando a decisão do Governo em conduzir as investigações dos números de baixas e dos seus possíveis responsáveis. ”O Sudão do Sul está se movimentando com determinação rumo a sua independência no cenário nacional e internacional. (Mas) a segurança e as reformas políticas estão ainda entre os maiores desafios do novo Estado”.