Na última semana, instalações petrolíferas foram incendiadas e, em resposta, a cidade de Misrata foi alvo de ataques aéreos. Para a Missão da ONU no país, não pode haver vencedores no cenário atual no país.

Ataques contribuíram para desestabilizar ainda mais a situação do país devastado pela guerra. Foto: IRIN/Heba Aly
A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) condenou as ofensivas contra as instalações petrolíferas líbias e os recentes ataques aéreos à cidade de Misrata, que contribuíram para desestabilizar ainda mais a situação do país devastado pela guerra. Segundo relatos, militantes não identificados atacaram instalações petrolíferas líbias no dia 25 de dezembro, ateando fogo a três tanques de armazenamento e matando mais de 20 soldados.
“O petróleo da Líbia pertence ao povo líbio e é salvação econômica do país”, disse a UNSMIL em um comunicado divulgado na manhã do dia 27 de dezembro, pedindo a todas as partes para protegerem as instalações petrolíferas do país e “que desistam de qualquer ação que coloque em risco esse ativo nacional estratégico”.
“A Missão ressalta que não pode haver vencedores no conflito atual, e que a continuação da violência na zona petrolífera, em Bengazi e em outros lugares só vai alimentar a rixa entre os líbios e destruir ainda mais as instituições e a infraestrutura do país”, informou o comunicado.
Em outro comunicado, a UNSMIL lamentou os ataques aéreos do último domingo (28), supostamente realizados pela força aérea líbia contra os militantes baseados na cidade de Misrata, no oeste do país, suspeitos de terem atacado a zona petrolífera. A Missão lembrou àqueles que defendem a escalada militar que eles estão “ativamente criando obstáculos para uma solução política consensual” para a atual crise da Líbia e ressaltou que suas ações violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU para a Líbia.
“A UNSMIL pede a todos que trabalharem juntos e tomem medidas corajosas para acabar com este ciclo de violência sem sentido que pode levar o país ao caos e à guerra”.