Mais de 200 ficaram feridas com explosões de carros-bomba na capital, Bagdá, e em outras cidades no sul e centro do país.

As consequências de um ataque com bomba no Iraque (foto de arquivo). Foto: IRIN
Ataques com carros-bomba mataram pelo menos 51 pessoas e deixaram mais de 200 feridas nesta segunda-feira (29) no Iraque, atingindo áreas de maioria xiita na capital Bagdá e em outras cidades no sul e no centro.
O representante especial interino do secretário-geral da ONU no Iraque, Gyorgy Busztin, pediu aos líderes políticos por medidas imediatas para acabar com o “derramamento de sangue sem sentido” que tomou conta do país.
“Estou profundamente preocupado com o nível elevado de violência, o que acarreta no perigo de que o país retroceda e caia na luta sectária”, disse Busztin em comunicado.
“O Iraque sangra pela violência aleatória, e que, infelizmente, atingiu níveis recordes durante o mês sagrado do Ramadã”, observou Busztin, que chefia a Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI).
De acordo com a imprensa, os ataques podem estar relacionados com as tensões sectárias no país em razão da insurgência de militantes sunitas contra o governo liderado pelos xiitas. Somente neste mês, mais de 810 pessoas morreram em ações do tipo.