ONU pede fim imediato das hostilidades no norte do Mali em meio a onda de violência

Ban Ki-moon expressou preocupação com as violações do cessar-fogo que ocorreram no país nos últimos dias em um “momento crítico” no processo de paz.

Tropas chadianas da ONU em direção a sua base em Tessalit, norte do Mali. Foto MINUSMA/Marco Dormino

Tropas chadianas da ONU em direção a sua base em Tessalit, norte do Mali. Foto MINUSMA/Marco Dormino

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na última quarta-feira (29) o fim imediato das hostilidades no norte do Mali. O chefe das Nações Unidas expressou preocupação com as violações do cessar-fogo que ocorreram no país nos últimos dias e que acontecem em um “momento crítico” no processo de paz.

De acordo com o comunicado, no dia 27 de abril, o Grupo de Autodefesa Tuaregue Imghad e Aliados (GATIA) e o Movimento Árabe do Azawad (MAA) entraram na cidade de Menaka na região de Gao, em Mali, que, sob o regime de cessar-fogo, está sob o controle do Movimento Nacional de Libertação de Azauade (MNLA). As disputas levaram ao assassinato de dois guardas nacionais e uma criança na região do Timbuktu.

“O secretário-geral pede as partes que demonstrem seu compromisso com o processo de paz e respeitem as suas obrigações no âmbito do acordo de cessar-fogo de 23 de maio de 2014 e as declarações de cessação das hostilidades de 24 de julho de 2014 e 19 de fevereiro de 2015”, comunicou o porta-voz de Ban. O representante especial do secretário-geral para o Mali, Mongi Hamdi e a Missão no país entraram em contato com todas as partes implicadas para promover a desaceleração das tensões e incentivar a retomada do diálogo de paz.

Nos últimos anos, o Mali tem vivido uma crise com sérias consequências na política e seguraça, bem como no âmbito social, econômico e de direitos humanitários e humanos.